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Bolsonaro pode estar considerando bloquear a Huawei no Brasil

Presidente brasileiro não acredita em uma possível retaliação comercial chinesa.

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Uma fonte anônima, próxima a Jair Bolsonaro, afirmou que o presidente brasileiro está considerando a possibilidade de proibir a entrada de produtos da Huawei nas futuras redes 5G do Brasil.

De acordo com um integrante de alto escalão do governo, que pediu para não ser identificado, Bolsonaro tem um pé atrás com a China e vê o país como uma ameaça global à privacidade de dados.


Em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente brasileiro afirmou que pretende restringir negócios com aqueles que ameacem a soberania do país, mas sem entrar em detalhes ou citar a Huawei.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Sobre a possibilidade de uma possível retaliação, a fonte disse ao Bloomberg que Bolsonaro minimiza uma possível resposta chinesa, já que os chineses dependem das importações de produtos agrícolas brasileiras para alimentar sua população.

Porém, Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, disse recentemente que um potencial bloqueio da Huawei poderia mudar o relacionamento entre os países.

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Já os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial, tem feito pressão sobre o Brasil e, até mesmo, ameaças veladas. Em entrevista, o embaixador americano Todd Chapman chegou a afirmar que empresas norte-americanas poderiam deixar de investir ou mesmo sair do país, caso as redes de telecomunicações locais fossem consideradas inseguras.

É válido ressaltar que as atuais redes 4G em operação no Brasil utilizam há anos produtos da Huawei.

De qualquer forma, a fonte afirma que o martelo ainda não foi batido.

Em nota, o Ministério das Comunicações afirmou que o assunto é tema de debate no governo e entre presidentes dos países envolvidos.

“Esse é um tema de Estado, de segurança de dados. A decisão sobre os fornecedores de equipamentos de telecomunicações perpassa diversos órgãos de governo para além do Ministério das Comunicações, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério da Defesa, o Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores. Por se tratar de segurança nacional, envolve também todos os presidentes dos países envolvidos com esse tema”, diz um trecho da nota.

Com informações de Bloomberg.

Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 9 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

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