Como a Claro vai ofertar ‘5G’ antes do leilão de frequências?

Operadora pegou o mercado de surpresa ao anunciar a conectividade de quinta geração pelo Motorola Edge.

Comercial da Claro
Imagem: Comercial da Claro

Ao mesmo tempo em que surpreendeu, a Claro colocou uma “pulga atrás da orelha” em muitos consumidores e especialistas de telecomunicações, afinal, como será possível ofertar a conectividade 5G antes mesmo do leilão de frequências?

Para quem ainda não está familiarizado com o tema, vamos a um resumo básico: pelo Brasil, desde o ano passado, a nova conexão móvel ainda estava em fase de testes por parte de todas as operadoras.


A disponibilização final para o consumidor depende da Anatel, que segue nos procedimentos para realizar o leilão de frequências.

Por sinal, as empresas de telefonia dependem dessa negociação para adquirir frequências mais altas, que suportam a nova tecnologia. Então, a questão que fica é como a Claro conseguiu driblar toda essa burocracia para ofertar seu 5G?

O que torna a disponibilização possível é a parceria com a Ericsson e Motorola, que viabiliza a utilização do DSS (Dynamic Spectrum Sharing) para espalhar a conexão.

Ou seja, na tradução, significa “Compartilhamento dinâmico de espectro”.

Portanto, com os equipamentos certos e a quantidade de espectros que possui, a Claro vai conseguir implementar uma cobertura 5G no Brasil.

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Em um único sistema, será possível ter várias operações de redes, com diferentes velocidades. É o que vai impulsionar a conexão prometida como 12 vezes mais rápida que o 4G tradicional.

A limitação mora mesmo no único smartphone que se encaixa nos requisitos da operadora, o Motorola Edge.

Já o leilão de frequências que vai oficialmente instaurar o 5G no Brasil é previsto para o segundo semestre de 2020, com possibilidades de adiamento para 2021.

Com informações de NEXO Jornal

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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Vinícius Guerra

Pensar em 5G agora é loucura, quem tem dinheiro compra aparelhos caros não está nem ai, mas a grande massa consumidora quer mesmo que as operadoras melhorem é o famoso 4G que em cidades pequenas, abaixo de 100 mil habitantes funcionam muito mal, isso quando funciona. Nessas horas, cadê a Anatel para cobrar dessas operadoras? Acredito que as coisas devem ser feitas dando um passo de cada vez, quando definitivamente, o 4G funcionar em praticamente 100% do território nacional, ai deve-se pensar no 5G, a Vivo mesmo não está com pressa. A tecnologia só vai se popularizar daqui a uns… Leia mais »

Cidade - UF
Rio de Janeiro
Vando Araujo

Infelizmente quem mora em pequenas cidades iram sofrer com esse problema de sinal fraco, da operadora nao cobrir toda cidade e etc, infelizmente a anatel não faz seu trabalho como deveria ,tb nao podemos esquecer das prefeituras que atrasam muito p liberar a instalação de torres e quando liberam, o Brasil é enorme, cobrir todo o país com qualidade requer muito investimento.

Cidade - UF
LAGARTO- SE