Técnicos de internet vivem dura realidade em tempos de pandemia

Realidade contada pelos profissionais é diferente da que é vendida pelas operadoras de telecomunicações.

Ilustração - Técnico
Imagem: Pixabay

Em campanhas, as operadoras seguem a todo vapor para garantir que seus consumidores tenham a melhor entrega de telecomunicações em tempos de coronavírus. Entretanto, de acordo com relatos, a realidade dos profissionais é bem diferente da série de medidas anunciada pelas empresas.

Os técnicos que garantem o funcionamento da banda larga dos brasileiros enfrentam muitas dificuldades. A principal se configura na realização do trabalho.


Enquanto algumas pessoas pedem que os profissionais não entrem em suas residências, outras permitem o acesso sem ter qualquer tipo de cuidado com o técnico.

No compilado de relatos reunidos pelo UOL, um dos profissionais conta que precisou acessar a residência e os cômodos de um cliente infectado pelo COVID-19. Ele realizou o trabalho provido de máscara, protetor para pés e luvas.

Mas não são todos que dispõem desse kit de proteção, visto que trabalhadores de várias regiões precisaram entrar na Justiça para que as empresas garantissem os recursos.

Em uma outra situação, um profissional conta que a cliente pediu que o equipamento ficasse pendurado pela janela, tudo para o técnico não precisar entrar em seu domicílio. Como resultado, o trabalho ficou difícil e foi necessário voltar no dia seguinte.

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Outra situação no mínimo delicada é a barreira imposta por alguns condomínios. Alguns acompanham os técnicos até o banheiro para que eles lavem as mãos e fazem um verdadeiro questionário. Já outros sequer permitem solicitações, para evitar o contato.

Nessa conta, até mesmo as condições básicas ficam comprometidas. Técnicos são impedidos de utilizarem banheiros e ficam até mesmo sem local para almoçar, já que os restaurantes estão fechados.

A pandemia resultou em uma queda de 40% nos pedidos de reparo e 50% nas solicitações de novas instalações.

Com isso, surge o principal temor: perder o emprego. Usuários pedem reparos apenas para serviços urgentes. Demandas que não são mais tão essenciais, como telefonia fixa, ficam para depois.

As companhias estudam reduzir a jornada para manter os empregos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação do Estado de São Paulo (Sintetel).

Com informações de UOL

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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