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Rastreamento de celulares em São Paulo gera polêmica

Governador João Doria falou em multa e prisão para quem descumprir as ordens de isolamento no estado.

Governador João Doria
Imagem: Flickr

A situação em São Paulo se agravou. De acordo com os índices, a adesão ao isolamento social está entre 49% e 50% no estado inteiro. São informações alarmantes para as autoridades, que enxergam a iniciativa como essencial para evitar que o novo coronavírus se espalhe ainda mais pelo país.

Em entrevista para a TV Globo, o governador João Doria falou a respeito da questão e disse que se a população não respeitar as ordens de reclusão domiciliar, medidas duras serão tomadas durante o feriado de Páscoa.


Multas e até voz de prisão devem ser aplicadas se os índices de isolamento não pararem de cair. O estado chegou a registrar 68 óbitos pelo COVID-19 em apenas 24 horas, um recorde. Em números gerais, são quase 500 mortes em São Paulo.

Doria também comentou a respeito do rastreamento de smartphones, medida que logo teve uma compreensão equivocada e gerou polêmicas nas redes sociais, conforme é possível conferir nas publicações abaixo:

https://twitter.com/capitalismo28/status/1248602584778235905
https://twitter.com/RGN_67/status/1248582038401298435
https://twitter.com/capitalismo28/status/1248598234492256256

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Aqui, é necessário explicar que o sistema de monitoramento recebe dados apenas quantitativos das operadoras, segundo informam as empresas e os governos envolvidos em iniciativas desse molde.

Todas precisam e seguem as diretrizes do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais. Portanto, para fazer o mapa de calor que indica localidades com grande concentração de pessoas, são utilizados apenas dados quantitativos coletados a partir do sinal das antenas de celular.

Não é possível ter informações como idade, nome, residência e qualquer outra cadastral que pertencem somente a base das operadoras de telecomunicações.

A iniciativa do governo aqui, muito provavelmente, será enviar agentes de segurança para dispersar multidões e aplicar penalidades nas regiões identificadas como áreas de riscos pelo alto índice de aglomerações.

Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop. E-mail: [email protected]

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