Streaming pode matar a TV por assinatura em 2020?

Setor registra perdas contínuas enquanto um novo mercado de distribuição se consagra como o negócio da década; entenda.

Divulgação HBO Max, Netflix e Disney+
Imagem: Divulgação

Há quem diga o contrário, mas o streaming é um dos grandes responsáveis pela queda contínua da TV por assinatura no Brasil. Os números não param de cair, afinal, ao comprar uma Smart TV, muitas residências conhecem opções mais baratas de entretenimento.

Em agosto de 2019, foi registrado que a perda era de aproximadamente 140 clientes por hora em um ano. O setor teve uma redução estimada em 1.231.301.


A Netflix, por exemplo, vista como a “gigante do setor”, cobra R$ 45,90 pelo plano mais badalado que oferece, com a opção de criar contas e ter transmissão em 4K em qualquer dispositivo que o usuário acesse e tenha suporte.

No comparativo, um pacote básico de TV paga costuma sair por R$ 100 ou mais. A estratégia das operadoras ainda são os combos, que ofertam vários serviços por um preço único, mas há quem fuja desse tipo de compromisso.

Especialmente quando há vários serviços de baixo custo e um bom catálogo à disposição, com o bônus de escolher o conteúdo que deseja assistir no horário mais adequado, sem ficar refém de uma programação pré-selecionada.

Em 2020, se o setor não começar uma completa reinvenção, o streaming pode começar a encomendar o atestado de óbito da TV por assinatura. Em novembro, está agendado o lançamento do Disney+ em terras brasileiras.

O serviço pertence ao gigante estúdio de Hollywood que domina bilheterias de cinema mundo afora: a Disney. A nova plataforma é vista como uma ameaça até mesmo à consolidada Netflix.

A chegada do Disney+ fará com que todas as produções do estúdio, assim como as da FOX, sejam exclusivas da plataforma. Isso vai gerar um desfalque até mesmo na tradicional Rede Telecine, tema já abordado aqui no Minha Operadora.

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Mas essa não deve a única dor de cabeça para prestadoras de TV paga no Brasil. A Rede Globo, por exemplo, maior emissora da América Latina, concentrou todos os seus investimentos no Globoplay, seu próprio produto de vídeo sob demanda.

O serviço ainda não vingou com a oferta de séries estrangeiras, mas promete se consolidar com a forte produção de conteúdos brasileiros da emissora.

Até mesmo o autor Walcyr Carrasco já foi convocado para escrever a continuação de um dos seus maiores sucessos na TV, a novela Verdades Secretas.

Outra estratégia é a produção de séries com distribuição internacional, em parceria com a Sony Pictures. Se a emissora obter êxito na missão, terá fortes produtos para se consolidar no Brasil e também circular seu nome mundo afora como produtora.

Recentemente, até mesmo o valor do Pay-per-view do Big Brother Brasil 20 foi reduzido e colocado na mesma faixa que a assinatura do Globoplay.

A estratégia ainda não está clara, mas faz sentido que seja para incentivar usuários a assinarem a plataforma em vez de comprar o serviço na TV por assinatura.

Afinal, pelo mesmo valor, a oferta de conteúdo é muito maior no Globoplay. Qual vai ser a estratégia das operadoras para lidar com essa explosão?

A julgar pelo atual cenário, muitas continuarão na plena confiança de que o tradicionalismo pelo serviço pode perdurar por muito tempo ainda, mesmo sem garantias.

A própria Claro já afirmou que a culpa da crise é do cenário econômico atual do país, não da nova concorrência. Será?

No horizonte, há ainda uma nova ameaça iminente, mas sem previsão de lançamento no Brasil. O serviço exclusivo que vai reunir todas as produções da TimeWarner, o HBO Max.

O que dá para concluir até aqui é que 2020 será a “prova de fogo” da TV por assinatura.

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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