Claro acredita que a economia tem culpa pela queda da TV paga

Na visão da operadora, erosão de clientes se deve à situação macroeconômica, não concorrentes como a Netflix e outras plataformas.

Ilustração TV por assinatura
Imagem: PxHere. Ilustração TV por assinatura

No Pay-TV Forum, evento que ocorreu em São Paulo, a Claro defendeu que a queda no número de assinantes da TV por assinatura no país se deve à situação macroeconômica, não o crescimento de concorrentes como a Netflix.

Como argumento, a operadora justificou que as empresas sofrem com a evasão de clientes com baixo poder aquisitivo nos últimos anos. Principalmente os consumidores da classe C.


Para Rodrigo Marques, vice-presidente de estratégia da Claro Brasil, é mais um problema de capacidade de consumo do que hábito. Diante do aperto financeiro, as pessoas precisaram escolher entre ter banda larga e celular ou TV paga, é conjuntural.

O que comprova a visão do executivo é um estudo da LCA Consultores. Nele, os dados mostram que a situação macroeconômica tem impacto direto no consumo das famílias, especialmente as da classe C.

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Nas informações, foi possível observar que houve uma retração do PIB per capita no Brasil da ordem 8%, entre 2013 e 2018.

“Estimamos que o país vá retornar ao mesmo patamar de PIB per capita apenas em 2023, no melhor dos cenários”, comentou a consultora Claudia Viegas.

Ela acredita que os números de TV por assinatura podem voltar a subir, caso a economia fique novamente aquecida e os consumidores se sintam mais confiantes para isso.

Apesar de ter sido a operadora que mais desligou acessos em DTH nos últimos meses, a Claro também acredita que um fortalecimento da economia pode voltar a atrair clientes. A empresa não pretende encerrar com o serviço DTH.

Para eles, trata-se de uma tecnologia que ainda atende várias regiões, além de ser a única forma de atender o consumidor de TV onde não há rede fixa.

A SKY também acredita que o cenário macroeconômico é fundamental para o processo e busca atender e atrair mais clientes da classe C. Para a companhia, o DTH ainda tem muito para dar.

Em relação aos concorrentes como a Netflix, a Vivo se manifestou e disse que pretende fechar parcerias para ser vista como um centro de conteúdo para o usuário final. A operadora também destacou a plataforma Vivo Play, que distribui canais digitais para os assinantes.

Já a Algar demonstra uma preocupação com a questão da FOX+. Para a empresa, é perigoso ver o distribuidor ser ejetado da cadeia que considera o produtor de conteúdo na venda de direito ao consumidor final.

Todas concordaram que, para uma retomada de crescimento, é preciso investir na interface e facilidade de uso.

Com informações do Tele.Síntese

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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Fábio Murilo
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Fábio Murilo

Economia não tem culpa da queda na TV por Assinatura e sim as próprias operadoras vendendo combos e planos de TV com preços absurdos e com uma quantidade de canais que o cliente não vai assistir nem a metade…passem a vender canais e não pacote de canais que a coisa volta a melhorar.

Christopher de Lucas
Visitante

Chega dar nojo de ler isso. A culpa da queda da tv por assinatura é dela mesma com esses “planos” fajutos e preço estrondosamente altos.

Adriano
Visitante
Adriano

Com a Internet banda larga tem tanta opção de consumo de mídia que a Tv se tornou obsoleta. Como só tenho 24hs por dia e 1 cérebro, é óbvio que terei que eliminar muitas opções. A tv não tem chances. Vai ficar pra classe IA (Idosos Atrasados).

Glauber Henrique do Nascimento
Visitante
Glauber Henrique do Nascimento

Kkk nunca a culpa da crise e da empresas!A Claro tem que fazer um pesquisa de mercado global no ramo de telecom , e refazer uma auto crítica!
A empresa tem que mostrar que está no mercado para ganhar dinheiro,mas também trazer cultura e acesso a todas as classes sociais de forma acessível na questão de valores