Netflix conseguiu diminuir o tráfego dos torrents

Vários países registraram redução no número de downloads piratas, mas o cenário ainda pode mudar.

Divulgação Netflix no Facebook
Imagem: DIvulgação Facebook

Por menos de R$ 50 por mês, qualquer brasileiro pode ter acesso a filmes, séries, documentários e programas pela internet. O acesso pode ser feito pelo smartphone, tablet, computador e até mesmo Smart TVs. No passado, a realidade não era essa e muitos usuários recorriam aos torrents.

Para os menos familiarizados, trata-se de uma plataforma de distribuição dos conteúdos piratas pela web. Há uma série de ações para conter esse tipo de pirataria, inclusive do FBI. Mas os streamings legais possuem o efeito mais significativo de combate.


Na África do Sul, o site Mybroadband apontou que, desde a chegada da Netflix no país, em 2016, o tráfego de Torrent diminuiu.

Uma maneira de calcular isso foi ver que o uso de dados dobrou em horários de pico, com o acesso aos serviços de vídeo sob demanda. A proporção é de 50 megabits por segundo do torrent contra 1 gigabits por segundo do tráfego oriundo da Netflix.

Na América do Norte, há menos de 10 anos, 20% de todo o tráfego nos horários de pico vinha da atividade movimentada pelos torrents. Com a chegada da Netflix, o número obviamente caiu.

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Empresas como a Cybemart e Supersonic apontam que a pirataria vai ser ainda mais afetada com a chegada de concorrentes como Disney+, Apple TV+, HBO Max e Peacock. Mas uma pesquisa contradiz a informação.

De acordo com a Broadband Genie, há uma verdadeira fragmentação no mercado de streaming e isso pode fazer com que as pessoas voltem para os downloads piratas. O baixo custo é um dos principais atrativos do VOD.

Será que as pessoas ficarão motivadas em pagar por vários serviços ao mesmo tempo? Por mais que seja um modelo de negócio diferente, assinar muitas plataformas simultaneamente pode gerar um custo semelhante ao da TV por assinatura.

E a outra vantagem que o streaming oferece é ser uma alternativa aos altos valores da TV paga, que muitas vezes obrigam o consumidor a contratar 200 canais para assistir a apenas 10 deles.

Mas é bem provável que o crescimento de produtos exclusivos e variedade de plataformas seja uma nova porta de entrada para a pirataria.

Com informações do Olhar Digital

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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