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Claro nega negociar com a Vivo e a TIM a compra da Oi

Rumores ganharam força após a aprovação do novo marco legal de telecomunicações.

Foto: Oi

A empresa mexicana de telecomunicações America Movil, controladora da Claro no Brasil, nega que estejam ocorrendo negociações com a espanhola Telefonica (Vivo) e Telecom Italia (TIM) sobre fazer uma oferta conjunta para adquirir os ativos da Oi. As informações são da Reuters.

“Absolutamente nada foi negociado”, afirmou Arturo Elias Ayub, diretor de comunicações da America Movil, em entrevista para o jornal espanhol Expansion. Segundo o periódico, existem fontes (não identificadas) que declararam que existe a negociação e que ela está em andamento.


No entanto, o executivo não descartou a possibilidade de um acordo no futuro. Ao ser questionado sobre a possibilidade de comprar a Oi, Elias afirmou que seria necessária uma análise detalhada dos ativos da companhia, bem como os termos, preços e localizações.

Tal acordo seria benéfico sob o ponto de vista técnico, pois as operadoras poderiam compartilhar a infraestrutura de torres e frequências de operação, o que reduziria os investimentos em expansão de serviços.

Porém, mesmo que uma negociação do tipo ocorra, ela poderia sofrer oposição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A redução do total de grandes players no Brasil de quatro para três promoveria riscos à concorrência, além de uma potencial redução da qualidade dos serviços móveis.

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Durante a compra da Nextel pela Claro, em seu relatório, o Cade já alertava sobre a possibilidade de uma espécie de “cartel” de telefonia, caso o número de operadoras diminuísse.

O negócio também enfrentaria resistência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), diante de uma possível política de repasse de custos e aumento de preços para o consumidor. Além disso, a Claro e Vivo já ultrapassaram seus limites máximos de espectros em várias regiões, o que inviabilizaria a aquisição das frequências utilizadas pela Oi.

Os rumores sobre a venda da Oi ganharam força após a sanção da nova Lei das Telecomunicações. Na prática, as operadoras teriam menos obrigações e mais liberdade para venda de seus ativos.

Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 9 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

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