Claro e Netflix criticam cota de produção nacional para o streaming

Anderson Guimarães
3 min de leitura

Iniciativa pode ser uma exigência do tão esperado projeto de lei que regulamenta o mercado VOD.

NOW, da Claro net tv
Homepage do NOW

O debate em torno da regulação do streaming segue acalorado entre representantes do setor e empresas de comunicação audiovisual. Entre elas, a Claro e Netflix, que já posicionaram contra a definição de cotas para a produção de conteúdo nacional nas plataformas de vídeo sob demanda.

- Publicidade -

Fernando Magalhães, diretor de conteúdo da Claro Brasil, argumentou que dos 60 mil conteúdos do NOW, plataforma da empresa, 20 mil são nacionais. Ele explica que o serviço foi lançado há 12 anos com o objetivo de aumentar a oferta.

“Alcançamos esse número, sem precisar de cotas nem de obrigação de carregamento”, comentou.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também entrou no debate e fez sua contribuição. Para a entidade, trata-se de uma regulamentação muito densa para um setor que ainda é prematuro, não há demanda de intervenção estatal.

- Publicidade -

Já a Netflix sugeriu que o aumento da tributação do segmento fosse substituído por um incentivo ao desenvolvimento de conteúdo nacional. O posicionamento veio na voz de Paula Pinha, diretora de Relações Governamentais e Políticas Públicas da empresa.

VIU ISSO?
Regulação do streaming: o que podem mudar na Netflix e semelhantes?
Deputada do PT defende regulação do streaming
Netflix não deve perder hegemonia com a chegada de concorrentes

- Publicidade -

Ela explicou que a imposição da cota pode prejudicar produtores e consumidores, a partir do ponto em que catálogos terão que ser reformulados. Medidas alternativas de fomento serão mais adequadas.

O debate ocorreu na audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, pelo projeto de Lei 57/2018, que regulamenta comunicação audiovisual sob demanda (VOD).

Em contrapartida das empresas supracitadas, Rojer Garrido de Madruga, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, defende a iniciativa. Para ele, o mercado VOD é um negócio como qualquer outro.

O governo precisa apenas da “dose certa” na tributação e modelos como os da Espanha e Itália poderão ser utilizados. Os países tributam em 5%.

Com informações do Tele.Síntese

- Publicidade -
TAGS:
Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários