Reforma na Lei do SeAC une esquerda e direita, diz Eduardo Bolsonaro

Deputado emitiu opinião favorável sobre uma possível reforma na Lei da TV Paga.

Ilustração TV
Imagem: Pixabay

O debate sobre a reforma da Lei da TV paga já ganha espaço nos diálogos políticos das redes sociais. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) opinou sobre a alteração em um vídeo publicado no YouTube na última quarta-feira. A principal questão abordada foi o fim da propriedade cruzada entre produtores e distribuidores de conteúdo.

Para os que ainda estão pouco familiarizados, trata-se de uma imposição da Lei da TV Paga para impedir que produtoras de conteúdo possam distribui-los. O debate se alastra desde que a AT&T comprou a Warner, mas encontrou barreiras no Brasil por ser a dona da SKY.


Para o político, trata-se de um tema que une esquerda e direita. Na visão dele, o veto à propriedade cruzada prejudica o consumidor e a classe artística. Enquanto um fica com menos opções de entretenimento, o outro vê suas opções de trabalho diminuírem.

Eduardo cita explicitamente o caso da AT&T com a Time Warner e SKY, além das consequências que o impedimento da atuação poderia ter. Ele destacou a medida provisória que o governo discute e o projeto de lei do senador Vanderlan Cardoso.

O deputado adiantou que, dentro do governo do seu pai, há pessoas que consideram como certa uma medida provisória para acabar com a proibição.

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Quando mencionou os efeitos negativos que a Lei do SeAC pode ter sobre a operação da Time Warner no Brasil, Eduardo Bolsonaro disse que o país poderá não ter mais acesso a séries como Watchmen, Game of Thrones ou Westworld, do canal HBO, já que a operadora teria que escolher entre manter a SKY ou as emissoras da Warner.

Especulações garantem que a limitação imposta surgiu do diálogo entre o Brasil e os Estados Unidos, mais precisamente das conversas entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Trump tem embates frequentes com a CNN, emissora das Warner Media, nos Estados Unidos. A informação é que seu governo está atento aos interesses da AT&T internacionalmente e já manifestou isso ao governo brasileiro.

James Meza, vice-presidente executivo da AT&T e Timer Warner, declarou que restrição imposta no Brasil não tem paralelo com nenhum outro país em que o grupo atua. Os investimentos estão congelados até que o cenário não seja de incertezas para a companhia.

Com informações do Teletime

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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