Sete em cada 10 pessoas gostariam de trocar de operadora

Sinal fraco e busca por ofertas mais baratas fazem clientes serem mais infiéis às suas operadoras móveis, conforme revela pesquisa da CVA.

Sete em cada dez clientes de telefonia móvel gostariam de trocar de operadora, de acordo com uma pesquisa realizada pela CVA Solutions. O desejo aparece mesmo que 70,9% dos usuários pré-pagos digam que estão satisfeitos com sua internet móvel, e 77,7% se digam felizes com seu plano pós-pago ou controle. 

Apesar de ter crescido a satisfação com o serviço (7% e 8% a mais em 1 ano no pré e pós, respectivamente), o número de pessoas que querem trocar de operadora é 10% maior do que o registrado pela pesquisa há um ano. Ele segue de acordo com o crescimento de portabilidade numérica no país. Somente em 2018, até agosto, 4.030.932 trocas de chips foram realizadas entre os clientes de telefonia celular. 






O principal motivo para aqueles que desejam portar seu número é a busca por um menor custo. De fato, as operadoras estão percebendo a tendência e tentam, cada dia mais, baixar mais seus preços e melhorar as ofertas para os clientes do pré ao pós. 
O Minha Operadora vem divulgando constantemente as atualizações no portfólio das principais operadoras. Noticiamos que a Oi, por exemplo, já oferta 4,5GB no Oi Livre por R$ 20. Também no pré-pago, o Vivo Turbo agora garante 2GB por R$ 9,99 a cada 15 dias. 
A Claro, além de suas ofertas já conhecidas, como o Prezão de R$ 9,99 também com até 2GB na semana, está trabalhando no novo plano para controlar via aplicativo, o Claro Flex. Nesse estilo de plano digital e com preços acessíveis, ainda há o Oi Mod e o Vivo Easy. A mineira Algar Telecom já lançou até mesmo planos com ligações e internet ilimitadas a partir de 49 centavos por dia
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Bem, talvez isso explique o porquê de tantos clientes estarem migrando de uma para outra operadora. É claro que a cobertura de cada uma ainda é importante, e é isso que faz muitos voltarem para sua operadora de origem ou fazer trocas constantes, até encontrar a que melhor atenda sua região. 
As queixas dos usuários, em sua grande maioria, vêm de problemas com a falta de sinal, o que fazem com que eles sejam mais “infiéis” em relação às suas operadoras, junto com a busca pelo menor preço. 
Quanto ao atendimento, apesar da Anatel alegar diminuição nas reclamações por parte dos consumidores, na pesquisa da CVA ele não parece ser dos melhores. Entre os entrevistados, 51,4% do pré-pago, que entram em contato com as centrais de atendimento, disseram precisar ligar uma média de 4,3 vezes para resolver seu problema. No pós-pago, 44,1% disseram tentar em média 4,1 vezes. 
O estudo divulgado pela consultoria, que realiza pesquisas de mercado, agora está em sua nona edição. Foi realizado em julho deste ano, com 7 mil entrevistados brasileiros, sendo 3.946 clientes do pré-pago e 3.096 do controle e pós-pago.

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