Em tempos de mobilidade, setor de telefonia fixa sofre. Veja dados

Em março, Oi Fixo e Telefônica/Vivo despencaram de novo em número de clientes. Em compensação, GVT cresceu.


O Brasil fechou o mês de março de 2015 com 44,96 milhões de linhas de telefones fixos instaladas e ativas. O setor de telefonia fixa vem perdendo cada vez mais espaço nas casas brasileiras, sendo que apenas 22 em cada 100 pessoas são assinantes do serviço.

O setor só não está pior por causa do bom desempenho das empresas autorizadas – elas atuam sob regime privado, com liberdade de preços, e são representadas por operadoras mais modernas, que utilizam suas próprias estruturas, como GVTNET e TIM (Intelig). A desvantagem é a pequenina área de cobertura dessas empresas, chegando apenas aos grandes centros urbanos e, às vezes, em regiões metropolitanas. As autorizadas hoje são responsáveis por 18 milhões de linhas, ou 40,33% do mercado.

Já as concessionárias – operadoras que atuam sob regime público, dentro de uma área concedida pelo governo, são remuneradas por tarifas, sendo submetidas a obrigações de universalização do serviço e a obrigações de continuidade – vem caindo mês após mês. Elas são mais antigas tradicionais, e utilizam redes que já foram utilizadas por outras companhias no passado, como no caso da Telefônica/Vivo, que no estado de São Paulo (seu principal mercado), utiliza a rede da antiga TELESP, uma empresa estatal. A Oi (ou Telemar), herdou uma enorme rede de estatais quando conseguiu a concessão para operar em 16 estados brasileiros, como, por exemplo, a TELERJ (Rio de Janeiro), TELEMIG (Minas Gerais), TELPE (Pernambuco), TELPA (Pará), TELERN (Rio Grande do Norte) e TELEPISA (Piauí). Depois (em 2009) comprou a Brasil Telecom, que principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul, também herdou sua rede da antiga Telebrás. As concessionárias, principalmente pela grande área de atuação, ainda são as maiores do país, detendo 26,83 milhões de linhas, ou 59,67% do mercado.

A Oi e a Vivo estão, aos poucos, saindo das suas áreas de concessão, instalando redes próprias afim de conseguir mais clientes. Porém, o investimento não está compensando as grandes perdas das suas respectivas áreas principais. Em março, segundo dados mais recentes divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o serviço Oi Fixo foi o que mais apresentou perda de clientes (-106.043). O Vivo Fixo também se despediu de muita gente (-32.244 clientes) durante o terceiro mês do ano. NET Fone e Embratel, apesar de não serem originalmente concessionárias, também perderam usuários, mas em uma escala bem menor do que as empresas tradicionais do mercado (-2.849).

A GVT, que recentemente foi adquirida pela Vivo, só cresce, e apresentou ganhos de 42.205 novos clientes. A Algar Telecom acompanhou a GVT, apresentando um número de instalações positivas (+5.251).

Veja no gráfico as adições líquidas* das principais operadoras do país:


O setor de telefonia fixa está apresentando grandes perdas de usuários no geral, devido principalmente ao crescimento da telefonia móvel (celular). O Grupo Oi é o maior do setor, com 16,112 milhões de clientes. Talvez seja por isso que a operadora sempre sente mais a ‘dor’ causada por essa perda geral de assinantes. O Grupo América Móvil (representado por NET e Embratel no setor fixo), é o segundo maior do Brasil, com 11,732 milhões de usuários. A Telefônica (representada pela marca Vivo), perdeu há pouco tempo o segundo lugar para a NET/Embratel, estando hoje na terceira colocação com 10,538 milhões de linhas instaladas. Depois vem a GVT com 4,669 milhões de linhas ativas, e a Algar Telecom com 925 mil.

* O resultado de adições líquidas é calculado levando em conta o número de novos clientes que uma empresa conquistou, subtraído pelo número de cancelamentos registrados no período analisado.


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