quarta-feira, 25 de abril de 2018

Vivo registra lucro de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre do ano

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Investimento da operadora no período foi de R$ 1,5 bilhão, com foco na cobertura 4G, 4G+ e FTTH.


A Vivo, representada pela Telefônica Brasil, divulgou, nesta quarta-feira (25), o balanço financeiro e operacional do primeiro trimestre de 2018. Nesses três meses, a operadora registrou lucro líquido de R$ 1,098 bilhão, um aumento de 10,2% em relação ao ano passado. No último trimestre, no entanto, o lucro havia sido maior: de R$ 1,5 bilhão.

O EBITDA totalizou R$ 3,8 bilhões, um crescimento anual de 7,2%, e a margem EBITDA atingiu 35%, pouco maior do que em 2017. Segundo o Chief Financial Officer da Telefônica Brasil, David Melcon, o fluxo de caixa operacional (calculado pela diferença entre o EBITDA e o Capex) atingiu R$ 2,2 bilhões, com aumento de 1,5% no trimestre no comparativo anual.




A receita operacional líquida da Vivo cresceu 1,6% no primeiro trimestre, enquanto os custos operacionais apresentaram queda de 1,2%. “Pelo nono trimestre consecutivo tivemos queda de custos, em decorrência do compromisso da companhia com controle dos gastos, por meio de simplificação, eficiência e digitalização”, disse Melcon.

INVESTIMENTOS


Os investimentos da Vivo, de R$ 1,5 bilhão no 1º semestre do ano, foram destinados principalmente à ampliação do 4G, também com foco na expansão do 4G+, o nome comercial do 4,5G da Vivo, que oferece velocidade até duas vezes mais rápida. Foram 250 novas cidades contempladas com a tecnologia, que chega, hoje, a 364 municípios.

Os recursos também foram destinados à cobertura em fibra ótica, alcançando a marca de 216 localidades conectadas à ultra banda larga via fibra, das quais 89 cidades com FTTH (Fiber-to-the-Home).

MÓVEL

Considerando somente a receita líquida móvel, o crescimento anual foi de 4,2%, já que atingiu R$ 6,7 bilhões. Segundo a operadora, o resultado teve influência da receita de dados e serviços digitais, que apresentou expansão de 17,4% em relação a 2017 e alcançou representatividade de 77,8% sobre a receita líquida de serviço móvel.

E se em 2017 havia 33.825 clientes no pós-pago da operadora, em 2018 o número subiu mais de 10%, chegando a 37.499 clientes, market share de 41,4%. Já o pré-pago diminuiu 6,4%. Eram 40.171 clientes no 1º trimestre de 2017, e o de 2018 fechou em 37.599. O motivo seriam as migrações para planos controle e a desconexão de clientes inativos, dentro das regras da Anatel.

O market share total da Vivo no segmento móvel atingiu 31,9%.

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FIXO

A receita líquida no fixo diminuiu 2,5% no primeiro trimestre, resultado impactado pela queda nas receitas de voz e pela redução da tarifa de interconexão que ocorreu em fevereiro. Em número de acessos, o total foi de 22.714 (-2,3%).

BANDA LARGA

Com o Vivo Fibra, a receita de banda larga aumentou 15,7%, impulsionada pela evolução da receita de Ultra Banda Larga (UBB).

“De fato, a empresa vem empreendendo esforços em direção ao aumento da base de Ultra Banda Larga, seja por meio da migração de clientes para velocidades mais altas ou em razão da expansão da rede de FTTH”, explica Eduardo Navarro, Presidente-executivo da Telefônica Brasil. No final de março, a receita com clientes UBB já representava 64,4% da receita de banda larga do período e cresceu 22,5% no comparativo anual.

Foram 7,4 milhões de clientes em banda larga e, quanto à base de clientes de UBB, cresceu 9,9% no comparativo anual e atinge 4,6 milhões de acessos, dos quais 1,4 milhão são na tecnologia FTTH, crescimento de 47,2% em relação ao ano anterior.

TV POR ASSINATURA

O Vivo TV não conseguiu aumentar a receita de televisão por assinatura da empresa. A queda foi de 1,5%. 

No número de acessos, a redução foi de 4,2%, fechando o primeiro semestre do ano com 1,6 milhões de assinantes. Segundo a Vivo, o foco da companhia deixa de ser em DTH e passa para produtos de maior valor como o IPTV, que avançou 52,9% com o lançamento do produto em novas cidades.


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