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Oi em 2017: receita menor, caixa menor e prejuízo bilionário

Devido a recuperação judicial, operadora só divulgou hoje os resultados do 4º trimestre de 2017. Veja todos os dados e como a Oi pretende se recuperar.

A Oi demorou, adiou, mas divulgou, na noite desta quinta-feira, 12 de abril, os resultados financeiros do último semestre de 2017. Houve prejuízo, queda na receita e no EBTIDA. O caixa, que havia fechado o 3º trimestre em R$ 7,71 bilhões, chegou no fim do ano em R$ 6,99 bilhões. Os números são negativos, mas a operadora se mostrou bastante positiva durante teleconferência realizada nesta sexta-feira (13).

O presidente da companhia, Eurico Teles, disse que o valor do caixa ficou em linha com as diretrizes do plano de recuperação judicial. Mas a receita líquida de R$ 5,8 bilhões no 4º trimestre representou uma queda de 2,3% no trimestre e 7,8% no ano, e o EBITDA, que foi de R$ 1,29 bilhão, também diminuiu: 19,1% no tri e 26,1% no ano.











O valor do EBITDA da Oi em 2017 foi de R$ 6,2 bilhões e o de receita foi de R$ 23,79 bilhões, com uma queda tanto em serviços móveis (-3,1%) quanto em residencial (-2%) e B2B (-12,9%). O único aumento na receita foi visto a partir de serviços de TV paga, que cresceram 16%.


Já o prejuízo da operadora, que havia sido de R$ 8 bilhões em 2016, baixou para R$ 6,36 bilhões em 2017.


A Oi destaca que as prioridades no ano que passou foram na melhoria da qualidade, transformação digital, controle de custos, gestão do caixa e a reestruturação da dívida com a aprovação do plano de recuperação judicial, que aconteceu em dezembro de 2017.



De acordo com a companhia, essa aprovação é que possibilita a redução da sua dívida em mais de R$ 35 bilhões e o que viabiliza a retomada de um ciclo. “Agora a Oi está preparando as bases para iniciar um novo ciclo de investimentos”, disse Teles na conferência.



Ele também “confessou” que a Oi não esteve tão presente no 4G como gostaria. Afinal, terminou 2017 com apenas 813 municípios cobertos pelo 4G (73% da população urbana). O 2G da Oi engloba 3.047 municípios (93%) e o 3G 1.603 municípios (81%).



Sobre o assunto, a companhia informou: “A Oi trabalha em parceria com outras operadoras no compartilhamento de rede 3G/4G, com o intuito de potencializar investimentos e reduzir custos, ao mesmo tempo em que atua na melhoria contínua da qualidade dos seus serviços e da experiência do cliente. Neste sentido, no final de fevereiro de 2018, a Oi celebrou um memorando de entendimento com a TIM, iniciando uma etapa de tratativas com a resolução de antigas disputas e abrindo um novo ciclo de planejamento de compartilhamento de infraestrutura. Visando atender à crescente demanda por dados, a Oi também vem voltando seus esforços para a melhoria da qualidade da cobertura e o aumento da capacidade de rede 3G e 4G própria, para permitir o aumento contínuo do tráfego de dados na rede, ao mesmo tempo em que proporciona melhorias consistentes nos indicadores de qualidade de rede da Anatel”.

E 2018?

Para 2018, a Oi prevê um caixa de R$ 6,18 bilhões, contemplando o aumento de capital de R$ 4 bilhões e a aceleração do Capex, os investimentos, para R$ 7 bilhões. As estratégias para os próximos anos serão voltadas para rede fixa e móvel, suportando transformação, crescimento e a sustentabilidade do negócio.

Quanto à base de clientes, separamos as principais informações divulgadas pela Oi sobre cada serviço, como quantos clientes têm na base, se teve aumento ou queda em 2017, o porquê e o que a operadora consegue destacar em cada serviço. Veja abaixo:
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Móvel

  • Receita líquida: R$ 1.887 milhões (queda de 2,9% no ano e 2,7% no trimestre).
  • Motivo da redução: impacto de dois reajustes nos preços do pós-pago e a sazonalidade e desconexão de clientes inativos no pré-pago. Foram 88 mil desconexões líquidas no pós e 2.890 mil no pré.
  • O que a operadora destaca: franquias de dados cada vez maiores (chegando a 30GB no pós-pago) e recurso de conversão entre minutos e dados no Oi Livre e Oi Mais Controle.
  • Base no final de 2017: 38.964 mil clientes, sendo 36.648 mil em Mobilidade Pessoal e 2.316 mil no segmento B2B.

Banda larga

  • Clientes: 5.156 mil UGRs de banda larga fixa residencial (-0,6% no ano e -1% no trimestre); adições brutas de 8,6% na comparação anual.
  • O que a operadora destaca: estratégia de rentabilização por meio da convergência, que foca em investimentos de rede vendendo ofertas de maior valor e planos com maiores velocidades, como com a tecnologia VDSL (banda larga de até 35 Mbps). A velocidade média da base atingiu 8,3 Mbps (+21,7% no ano e +4,7% no trimestre).
  • Oi Total Play: aumento de 24% no mix de aquisição de clientes novos na Oi (que nunca nem tiveram fixo da operadora). O serviço foi lançado em julho de 2017 e combina telefonia fixa ilimitada, banda larga de até 15 Mega, modem Wi-Fi e opções de vídeo on demand pelo Oi Play. 

TV por assinatura

  • Base: 1.496 mil UGRs no segmento residencial (+16% no ano e +3,3% no trimestre).
  • Motivo do aumento: taxas de crescimento anuais foram mantidas pelo 7º trimestre consecutivo e contribuíram para a expansão das vendas e da base do Oi Total.
  • O que a operadora destaca: penetração da TV paga em residências que têm telefonia fixa com trajetória crescente, de 16,2% no ano e 0,9% no trimestre.
  • Oi TV: conteúdos com canais HD em todos os planos (oferta mais completa com 185 canais, sendo 64 em HD), serviços como o PenVR, de gravação de conteúdos e live/pause via pen drive para contratação e TV Everywhere, inclusive ao vivo pelo Oi Play. Também há opções pré-pagas com recargas quinzenais a partir de R$ 44,90 ou mensais a partir de R$ 69,90.

Fixo

  • Base: 9.233 mil, uma queda de 7,2% no ano e 2,5% no trimestre.
  • Motivo da redução: desaceleração do volume de adições brutas da telefonia fixa no período.
  • O que a operadora destaca: ofertas convergentes do Oi Total, que expandiram e fazem parte de 22,9% da base fixa, com 2 milhões de clientes; na tendência do mercado, passou a oferecer planos com minutos ilimitados em telefonia fixa, com penetração de 44,2% na base total (+9,4%/ano).

B2B

  • Receita: R$ 1.559 milhões (-12,9% no ano e -2,3% no trimestre).
  • Motivo da redução: redução natural do tráfego de voz, tendência no mercado, corte nas tarifas de interconexão e ligações fixo-móvel, desaceleração da atividade econômica do país (redução de custos das empresas) e o processo de recuperação judicial da Oi, que dificultou a celebração de novos contratos em 2017.
  • O que a operadora destaca: ainda espera rentabilizar a base do B2B, investindo na melhoria da qualidade dos produtos e serviços e oferecendo soluções inovadoras de TI, segurança da informação e digitalização dos serviços.
  • Base: 6.512 mil UGRs (-1,6% no ano)

PMEs 

  • Motivo da redução: impacto pela desaceleração da economia brasileira. 
  • O que a operadora destaca: tempo médio até a instalação reduzido em 22,4% no ano, -49,6% de reclamações; lançamento de novo portfólio de ofertas móveis para PMEs.
  • Oi Mais Empresas: participação de 50% e 47% da base móvel do segmento, com 390 mil PMEs no novo portfólio, que teve 93% de aprovação em satisfação. O Oi Mais Empresas oferece planos de telefonia móvel com dados 4G e minutos ilimitados e de telefonia fixa por um valor fixo mensal, o que, para a operadora, é mais atrativo para as empresas. Também inclui o app Oi Mais Empresas.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Quanto aos próximos passos da recuperação judicial – que teve início em junho de 2016 -, temos uma imagem enviada pela Oi que explica quais serão as ações, que devem permitir o início do novo ciclo de crescimento sustentável, como afirmou Eurico Teles.

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