quinta-feira, 15 de março de 2018

Projeto irá melhorar conexão e auxiliar imigrantes venezuelanos

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Parceria entre Ericsson, Vivo e o Governo federal irá melhorar infraestrutura de Roraima e viabilizar o registro de venezuelanos que buscam asilo.


Com o objetivo de promover a melhoria da infraestrutura e viabilizar o registro dos quase mil venezuelanos que chegam diariamente ao Brasil por Roraima, a Ericsson, Vivo e o Governo federal fecharam uma parceria para implementar o projeto Conectividade e Inclusão Digital. A proposta inclui implementação das tecnologias 3G e 4G na cidade de Pacaraima, porta de entrada dos que fogem da grave crise na Venezuela, e melhoria da conectividade 4G em pontos estratégicos de Boa Vista, capital do estado. A parceria ainda prevê a implantação de um laboratório na Universidade Federal de Roraima (UFRR) para inclusão digital através de cursos de capacitação para os venezuelanos.

Vivo irá priorizar a implementação de cobertura 4G em Pacaraima, tornando possível realizar o registro e a integração das informações dos venezuelanos. Em Boa Vista, para onde os imigrantes seguem para darem entrada ao pedido de asilo, o problema de conectividade também impacta o dia a dia das atividades da Polícia Federal: a instituição não consegue enviar os dados para Brasília, uma vez que a internet usada pelo órgão tem capacidade muito limitada. Atualmente, estima-se que mais de 10% da população da capital de Roraima seja de imigrantes do país vizinho. 



Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, o apoio da Ericsson e da Vivo ajudará a minimizar o impacto migratório em Roraima. “Nenhum Estado está plenamente preparado para lidar com um desafio dessa magnitude. É, por isso, que parcerias público-privadas são essenciais neste momento. Através dessa parceria com a Ericsson e a Vivo poderemos resolver um problema chave que é a conectividade em Pacaraima, um local carente de acesso e digitalização em setores estratégicos.” 

Cursos profissionalizantes para os venezuelanos

Os cursos profissionalizantes serão divididos em módulos com dois meses de duração. Haverá desde cursos mais básicos para inclusão digital até cursos sobre temas mais avançados para pessoas com nível maior de escolaridade. As aulas serão ministradas no laboratório que será instalado na UFRR. 

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O projeto ainda inclui a conexão do novo Centro de Referência ao Refugiado e Migrante, que está em fase de instalação no campus da UFRR em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Polícia Federal. As instalações atuais não comportam a demanda diária de pedidos de asilo por parte dos venezuelanos, o que tem provocado as cenas desumanas de grande concentração de pessoas dormindo em barracas e abrigos improvisados em espaços públicos.

Para o presidente da Ericsson no Brasil, Eduardo Ricotta, a conectividade irá resgatar a dignidade desses imigrantes. “Ao promover a conectividade nessa região, nós promovemos o resgate da dignidade e condição humana dessas pessoas. Esse é o propósito da Ericsson: diminuir distâncias, conectar a sociedade, alavancando a tecnologia para o bem”.

Já o presidente-executivo da Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, Eduardo Navarro, ressalta que a conexão é fundamental para a inclusão digital de pessoas que estão à margem dos avanços tecnológicos. “Com este projeto em Roraima, acreditamos que além de levar a oportunidade de um novo recomeço para os refugiados, também estamos levando uma conexão de qualidade para população local.”



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