Vivo eleva investimento em briga por banda larga mas não pretende lançar promoção agressiva no Pré-Pago

A Telefônica|Vivo planeja elevar seus investimentos neste ano em uma estratégia para ampliar velocidades de banda larga, em um momento no qual as receitas de telecomunicações fixas sofrem com o aumento da competição.

A companhia Telefônica, que como você deve saber opera no país sob a marca Vivo, estima que o investimento de 2013 será 11 a 12% maior que os R$ 6,117 bilhões aplicados em 2012, afirmou a diretora de controladoria, Cristiane Sales, em teleconferência com analistas após a divulgação dos resultados de quarto trimestre. Em 2012, o empresa aumentou o investimento em 6,5% sobre 2011.

A Vivo teve lucro líquido acima do esperado pelo mercado, a R$ 1,474 bilhão, no quarto trimestre. Analistas estimavam, em média, resultado positivo de 1,1 bilhão para os três meses encerrados em dezembro.

“Pretendemos ter em 2013 um investimento cerca de 11 a 12% maior em relação a 2012, não somente para melhorar serviços de banda larga e fibra (…) continuaremos focando em qualidade”, disse Cristiane, acrescentando a telefonia sem fio de quarta geração (4G) como um dos focos de ação da empresa.

O diretor geral e executivo da Vivo, Paulo Cesar Teixeira, afirmou durante a teleconferência que “não estamos satisfeitos com nossa performance nos negócios fixos, principalmente em TV e banda larga”.

Competição mais intensa na banda larga no principal mercado da Vivo, a cidade de São Paulo, contribuiu para uma queda anual de 7,6% na receita operacional líquida de serviços fixos do grupo no quarto trimestre, minimizando o crescimento de 7,4% no faturamento da telefonia móvel no período.

Apesar da forte concorrência, Teixeira afirmou que espera que o mercado de telefonia móvel apresente políticas de preços “mais racionais” neste ano, depois que a Anatel suspendeu promoções de alguns planos no fim de 2012.

Segundo ele, a Vivo não pretende reduzir preços na telefonia móvel ou oferecer planos de serviços ilimitados de voz e dados para usuários de aparelhos pré-pagos, como alguns rivais mais agressivos estão promovendo.

As ações preferenciais da operadora exibiam alta de 3,73% às 14h17, enquanto o Ibovespa mostrava oscilação negativa de 0,33%.

A Vivo encerrou o quarto trimestre com uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 3,854 bilhões, crescimento de 16,5% sobre o mesmo período de 2011.

A margem passou de 38,5 para 43,3% e os executivos comentaram que a empresa continuará focada em melhorar sua rentabilidade.

A receita média por usuário (Arpu) de telefonia móvel caiu 2,8% no período, para R$ 23,9, pressionada pela queda de 6,1% em voz, enquanto o segmento de dados cresceu 6,6%.

A Vivo elevou sua base de clientes de telefonia celular pós-paga em 16,7%, para 18,8 milhões e os usuários de serviços pré-pagos avançaram ligeiros 3,4%, para 57,3 milhões. Enquanto isso, os acessos de serviços fixos caíram 2,2%, a 14,978 milhões, com destaque para recuo de 14,2% na televisão por assinatura.

Segundo a operadora, o foco em TV paga em 2012 foi a implantação de serviço sobre plataforma de Internet (IPTV), oferecido inicialmente a clientes de fibra óptica de São Paulo a partir de outubro.

“Para este ano, o novo serviço será ampliado aos clientes de cabo, trazendo mais oportunidades de convergência”, afirmou Teixeira.

Já a banda larga fixa, a base cresceu 2,8%, para 3,73 milhões de acessos, impulsionada pela oferta de fibra óptica, cujos acessos em 2012 somaram 112 mil.

A Vivo encerrou 2012 com dívida líquida de R$ 439,9 milhões, sensível queda ante os R$ 3,16 bilhões ao final de 2011.
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