PT tem resultado impulsionado pela Oi

A Portugal Telecom apresentou nesta quinta-feira lucro líquido para o terceiro trimestre acima do esperado, com a participação no grupo Oi ajudando a elevar as receitas e equilibrar o fraco desempenho no mercado doméstico, impactado pela recessão. A companhia portuguesa teve lucro líquido de 105,6 milhões de euros no período. 
O número não é diretamente comparável ao resultado obtido um ano antes, considerando que a empresa contabilizou o ganho de 4,5 bilhões de euros decorrente da venda da fatia na brasileira Vivo. A receita operacional saltou 83,5%, para 1,74 bilhão de euros, enquanto o Ebitda, excluindo responsabilidades com pensões, disparou 71%, a 654 milhões de euros. 

Acumulado do ano 

No acumulado de 2011, a companhia obteve resultados líquidos de 333 milhões de euros, um valor que ficou acima das estimativas dos analistas, que apontavam para lucro de 316,9 milhões de euros. 
No ano, as receitas subiram 58,1% para 4,41 bilhões de euros, uma subida que reflete o impacto proporcional da consolidação da Oi. A PT salienta que a atividade internacional da empresa, já representa 58% das receitas. O Ebitda aumentou 46,5% para 1,65 bilhões de euros. 
A PT anunciou que investiu 704 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, sendo que pouco mais de metade foi aplicado em Portugal, sobretudo na rede de fibra óptica, serviço de TV por subscrição e na 4ª geração móvel (LTE). 
A dívida líquida da empresa aumentou de 781,6 milhões de euros para 8,5 bilhões de euros. A PT explica que esta subida está relacionada com a “aquisição dos investimentos estratégicos na Oi e na Contax e a consolidação proporcional da posição de dívida líquida em 31 de Março de 2011; os dividendos pagos pela PT aos seus acionistas bem como pelas suas subsidiárias a interesses não controladores, e a aquisição realizada pela Oi, no segundo trimestre de 2011. 
No final de setembro a PT tinha um total de 89,67 milhões de clientes, um aumento de 7,2% face ao mesmo período do ano passado. Na televisão por subscrição, a PT detinha 974 mil clientes, o que representa 145 mil novos clientes. Na banda larga o número de clientes aumentou 11,2%, tendo superado a barreira do milhão. Na TMN a empresa tem agora 7,35 milhões de clientes, um ligeiro aumento de 0,5% face a Setembro passado. 

Receitas em Portugal 

A PT registou uma queda nas registas nacionais, quer no negócio de comunicações fixas, como celulares. Na rede fixa as receitas operacionais caíram 5,3% para 1,37 bilhões de euros, na TMN o volume de negócios diminuiu 11,1% para 929,7 milhões de euros, num período em que apenas os serviços de roaming registaram um aumento. 
A empresa continua a aumentar o número de clientes, mas o ritmo de crescimento está diminuindo. No negócio fixo, a PT conseguiu 64 mil adições líquidas, nos três meses terminados em setembro, menos 3% do que o conseguido em igual período do ano passado. No negócio de celulares, a operadora adicionou, em temos líquidos, 20 mil clientes, menos 60% do que em igual período do ano passado. 
O ARPU (receita média mensal por cliente) também diminuiu nos dois segmentos. No negócio fixo passou de 29,9 euros para 29,7 euros. No negócio móvel passou de 14,7 euros para 13,4 euros, no terceiro trimestre. 

Análises 

O resultado foi bem recebido pelos analistas, que destacam a tendência “sólida” dos resultados em Portugal apesar das preocupações para a economia em Portugal e Europa. 
“A PT continua a apresentar resultados notáveis em Portugal apesar do terrível ambiente econômico e as constantes pressões aos preços e volume do negócio de celular”, disse a nota de análise do Bernstein Research. 
O BES Investimento salienta que os resultados “demonstraram tendências muito sólidas”, com as receitas de linha fixa a crescerem e a manutenção do ritmo de crescimento no negócio de “Pay-TV” e de Internet de banda larga. “De um modo geral acreditamos que os números apresentados em Portugal devem, mais uma vez, dar conforto aos investidores face a um difícil contexto macroeconômico em Portugal”, diz o BESI. “É pena mas ninguém se deverá importar” com os bons resultados da PT 

Bancos de investimento 

Os bancos de investimento internacionais também chamam a atenção para o bom desempenho da operadora portuguesa. No entanto, entendem que o contexto econômico português e a crise européia deverão manter os investidores à distância. 
Os números da Portugal Telecom foram bons, mas “o mercado parece não se importar nada já que a empresa é 40% portuguesa, 40% brasileira com excepcionais problemas de governança e o resto do negócio é proveniente de Angola e outros países.

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