quarta-feira, 9 de março de 2016

Teles apelam para a venda de telefones fixos para pessoas de baixa renda

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Plano concede até 1 hora e meia de conversação por apenas 15 reais mensais. Veja como pedir o seu.

O SindiTeleBrasil (associação que representa as principais operadoras de telecomunicações do país) iniciou nesta segunda-feira, 7, uma campanha na televisão e no rádio - os veículos de comunicação que chegam aos quatro cantos do país - para divulgar o telefone popular (AICE) e o atendimento rural.

Pela lei (decreto nº 7.512/2011), as cinco concessionárias do serviço de telefonia fixa operantes no país - Oi, Vivo, Algar Telecom, Embratel e Sercomtel - devem oferecer um plano com franquia de 90 minutos para se comunicar com outros telefones fixos da mesma cidade, pagando menos do que R$ 15,00 por mês. Este benefício é chamado oficialmente de telefone popular, mas também é conhecido por alguns como "plano do governo" ou "plano da Dilma".

Somente pessoas cadastradas em programas sociais do Governo Federal (como o Bolsa Família) é que podem usufruir do benefício. E qualquer município que tenha mais de 300 habitantes (uma vila minúscula, por exemplo) pode solicitar a instalação do telefone.

Assista a duas propagandas em vídeo preparadas para a divulgação:

 

Atendimento em áreas rurais

Outra legislação prevê a criação de planos de serviço para atender a moradores de áreas mais afastadas (distantes até 30 quilômetros) da sede da prefeitura de cada município. Essa oferta passou a ser obrigatório desde o dia 31 de dezembro de 2015. O objetivo é levar comunicação cabeada para a maior quantidade de pessoas possível, incluindo as terras mais distantes dos centros urbanos.

Apesar de ser uma ação louvável do governo, as operadoras concessionárias reclamam justamente dessas obrigações. A Oi, por exemplo, alega que por ser a maior empresa concessionária, é a que gasta mais com infraestrutura sem o retorno financeiro devido. A companhia já é uma das empresas mais endividadas do Brasil, acumulando R$ 43,68 bilhões de dívida líquida, segundo reportagem publicada nesta semana pelo jornal O Globo.

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5 comentários:

  1. Gente com benefícios recebendo bem mais benefícios enquanto isso que pescamos os peixes porque nos ensinaram, pagamos para eles.

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  2. A telefonia fixa só sobrevive por dois motivos: linhas pessoa jurídica e como apêndice inútil para baratear combos. Fora isso, já está na UTI no segmento residencial.
    O governo não se dá conta de que o AICE foi, é e será um fracasso. Mesmo se custasse 1.99.
    A era do telefone fixo passou. Estamos na era de dados.
    Já consigo comprar gás, roupas, quase tudo pelo whatsapp e com o vendedor mandando as imagens do produto em tempo real.
    Estão querendo ressuscitar um dinossauro. A telefonia fixa pode até ter sobrevida, mas se for prestada como voip. Isso as mentalidades arcaicas do governo não vêem.
    Onde o preço da banda larga fixa sozinha baixar, os telefones fixos atrelados a ela desaparecerão. É inevitável.

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    1. Acho que é a contrário, onde moro em Magé-RJ tem muitos bairros em que não há sinal de celular e as operadoras não se mexem para melhorar essa situação.Aí são obrigados a ter o telefone fixo.

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  3. Será que a empresa NET entra nesses planos também ? vejo que Embratel está sendo mencionada e pelo que sei são do mesmo grupo.

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    1. Luis, a obrigação de manter um plano popular só vale para as empresas concessionárias do setor de telefonia fixa. Apesar de ser do mesmo grupo da Embratel, a NET é classificada como uma autorizada.

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