quarta-feira, 29 de maio de 2013

Oi é aconselhada a levantar recursos e cortar dividendos

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"A Oi S.A. deveria parar de pagar dividendos e estudar formas mais agressivas de levantar fundos", diz o analista que mais acertou nas previsões da empresa de telecomunicações de pior desempenho das Américas.

A maior companhia brasileira em um setor dominado por estrangeiros teve uma queda de 67% no saldo de caixa em relação ao ano anterior, para R$ 5,08 bilhões, enquanto a dívida líquida subiu 63%, para R$ 27,5 bilhões.

Uma deterioração maior pode forçar a Oi a vender ações ou, em caso extremo, se desfazer de suas unidades de telefonia fixa ou celular, disse o analista, Andres Medina-Mora, da Corporativo GBM SAB.

O diretor financeiro da Oi, Alex Zornig, prometeu em e-mail continuar pagando o maior “dividend yield” entre as operadoras de telefonia de todo o mundo, num total de R$ 4 bilhões até 2014, enquanto conseguir controlar a sua alavancagem.

A Oi, com sede no Rio de Janeiro, também está investindo R$ 6 bilhões este ano, o maior capex entre as concorrentes locais como percentual da receita, diminuindo ainda mais suas reservas de caixa.

“É muito importante que a empresa comece a fazer mudanças na estratégia, em particular na geração de caixa, recorrente ou não, e retornar para um momento mais estável”, disse Medina- Mora, que trabalha em São Paulo. “Se eles ficarem mais tempo sem fazer nada, vão chegar a um momento muito complicado.”

Suas recomendações de venda das ações da Oi antes de mudar para uma recomendação neutra em novembro geraram o um retorno de 6,4% nos últimos 12 meses, o maior retorno entre cinco analistas acompanhados pela Bloomberg. Isso se compara a uma alta de 4,3% do Ibovespa.

A Oi gerou caixa suficiente para suprir suas necessidades, disse Zornig em e-mail de resposta a perguntas na semana passada. O crescimento do Ebitda será usado como fonte de financiamento para suas operações e para gerar valor a acionistas. Além disso, a companhia continua a trabalhar na venda ou monetização de ativos não estratégicos, disse Zornig.