Abrint é contra a anistia para usuários inadimplentes

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Anatel estuda a possibilidade de proibir a suspensão de serviços em caso de falta de pagamento.

Abrint é contra a anistia para usuários inadimplentes

Nesta quarta-feira, 1º, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) protocolou um pedido de veto parcial de uma lei estadual de Goiás que proibia o cancelamento do serviço de internet em casos de falta de pagamento, durante a pandemia da Covid-19.

- Publicidade -

Nas últimas semanas, a associação tem defendido que a anistia para inadimplentes é prejudicial ao interesse público, pois poderia gerar um colapso nos serviços de telecomunicações.

Para a Abrint, o fato de o acesso à internet ser considerado como essencial, não significa que ele deve ser prestado gratuitamente ou que não possa ser suspenso no caso de atrasos de pagamentos.

- Publicidade -

No caso de Goiás, são 500 prestadoras de pequeno porte, que geram mais de 10 mil empregos diretos e que ofertam o serviço de banda larga para os 246 municípios para o estado.

A legislação goiana é apenas uma dentre outras iniciativas estaduais, além de projetos no Congresso, que pretendem impedir o corte de serviços durante a pandemia.

- Publicidade -

VIU ISSO?

–> Operadoras são proibidas de cortar serviços de inadimplentes

–> Vivo vai reativar linhas inadimplentes por até 15 dias

–> Cliente Oi com linha bloqueada por atraso vai ter serviço reativado

Ontem, 2, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) enviou ofício para as grandes operadoras, questionando quais são suas medidas para com seus clientes inadimplentes, principalmente os usuários das classes D e E. As empresas têm até segunda-feira, 6, para emitir uma resposta.

O documento é uma resposta à petição apresentada pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, que propõe o adiamento de cobranças e a proibição do corte de serviços das operadoras por 90 dias, em caso de consumo além da franquia contratada.

De acordo com a Abrint, a aprovação de medidas como essas poderia gerar o fechamento de pequenos provedores, culminar na perda de empregos, além de sobrecarregar a rede.

“Deixar essas empresas por 90 dias ou mais sem receber pela prestação dos seus serviços é o mesmo que decretar a falência de todos, sem exceção”, afirma André Felipe Rodrigues, presidente da Abrint.

Caso a anistia for restrita apenas aos grandes provedores, do mesmo modo as pequenas e médias empresas seriam prejudicadas, pois poderia gerar uma migração de clientes.

- Publicidade -

A Abrint afirma que existem 10 mil provedores regionais de internet em todo o país.

Com informações de Abrint, Teletime e Telesíntese.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
2 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários