A tecnologia 5G já chegou a 1.610 cidades brasileiras e hoje está disponível a 77% de toda a população do país, de acordo com informações do Relatório de Monitoramento da Competição da Anatel.
Implantada no segundo semestre de 2022, a conexão de quinta geração vem avançando e, atualmente, já tem mais de 69 milhões de acessos apenas nos últimos 12 meses.
Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, tem comentado que o avanço ocorre por conta de investimentos em infraestrutura para melhorar a conectividade no país.
Dados que reforçam a tendência de subida
Mesmo ainda incipiente em diversas regiões, o 5G já se coloca em posição de subida. Hoje, quase 25% de todos os acessos móveis realizados anualmente no Brasil já conta com o selo da quinta geração.
As mais de 69 milhões de conexões mencionada no começo do artigo, por exemplo, representam uma alta de 30,7% nos acessos realizados no último ano, o que é um aumento considerável.
Mais rápida e mais estável que suas antecessoras, o 5G tem aplicações bem mais sensíveis, sendo crucial para interconexões de alto desempenho onde não há redes de banda larga via Wi-Fi.
É o caso de indústrias, setores agropecuários, estabelecimentos de ensino, hospitais e locais públicos de grande circulação.
Quanto à relação entre percentual e cidades contempladas com o 5G até o momento, explica-se que nesse início a conexão chegou aos grandes centros primeiro, onde a população é maior, para só então se aprofundar no interior do país.
LEIA TAMBÉM:
Quando se dará a universalização do 5G?
Essa é a grande pergunta que circunda o avanço dessa tecnologia no país. Afinal, o 4G parece (e realmente é) bem mais presente, pelo menos nesse momento.
A verdade é que uma universalização ainda parece bem distante no horizonte. Isso porque a quinta geração da telefonia móvel demanda investimentos altos em infraestrutura que quase sempre ficam a cargo das operadoras.
As operadoras, por sua vez, preferem investir em locais com maior demanda para ter retornos financeiros mais rápido. A Vivo, por exemplo, já expressou que a transição do 3G para o 4G foi bem mais lucrativa que a chegada do 5G, mencionando esses motivos.
De toda forma, estamos falando de uma tecnologia de consenso, que mobiliza tanto o setor privado quanto organismos públicos. É só uma questão de tempo para que chegue à esmagadora maioria dos brasileiros, ainda que leve tempo.











