Em fala durante audiência pública realizada pela Anatel em São Paulo, um dos gerentes da Vivo afirmou que a transição entre 4G e 5G foi menos impactante que a do 3G para o 4G.
Para Rafael Andrade de Oliveira, que gere as áreas de estratégia regulatória, espectro e competição da operadora roxa, a evolução não se traduziu em novos produtos e receitas para a empresa.
Na audiência em questão, a Anatel ouviu empresas e representantes da sociedade sobre o leilão da faixa dos 6 GHz, que será realizado no futuro.
As bases dessa opinião
O principal fator parece ser mesmo as dificuldades de geração de caixa com o 5G, em relação ao que ocorreu com o 4G em seu lançamento.
Na prática, embora o 5G tenha trazido avanços técnicos pesados, como latência baixíssima e rede standalone, isso não gerou novos produtos que o consumidor estivesse disposto a pagar a mais, como já foi dito.
E esse impasse esquentou a discussão sobre o próximo leilão da faixa de 6 GHz. A Anatel quer realizar a disputa até 2028, mas a Vivo pede para empurrar a data para depois de 2030.
Os motivos da operadora para segurar esse leilão são claros:
- As teles ainda estão pagando os compromissos milionários do leilão do 5G de 2021.
- A padronização global do 6G só deve ficar pronta em 2029.
- Forçar essa compra agora geraria uma “fadiga de capex”, ou seja, investimento alto sem retorno garantido.
Como alternativa, a Vivo quer dar conta do aumento de dados usando o 5G Advanced e o reaproveitamento de frequências antigas.
Caso o leilão ocorra antes de 2030, a empresa pede o adiamento dos pagamentos e metas para 2031. De olho no impasse, a Anatel já prorrogou a consulta pública sobre o tema até 7 de dezembro.
LEIA TAMBÉM:
- Favelas e periferias de 8 estados terão internet 4G e 5G com investimento de R$ 73 milhões
- Vivo tem a melhor cobertura 4G e 5G do Brasil, aponta relatório
O futuro das próximas gerações da telefonia
Enquanto o 3G parece cada vez mais próximo de um “desligamento” definitivo, o 4G está consolidado como a frequência mais utilizada pelos brasileiros. O 5G, por outro lado, ainda aparece em uma fração dos mais de 5 mil municípios brasileiros e tem avanço lento.
De qualquer forma, o 6G, também já falado, só deve estrear entre o fim de 2029 e 2030. Até lá, o 4G deve manter sua posição e o 5G pode avançar.
Certo é que, a cada dia, as redes móveis se tornam ainda mais importantes no que diz respeito à inclusão digital e à modernização de setores econômicos inteiros, para além das telecomunicações.
A própria inteligência artificial, bem como a Internet das Coisas (IoT) e outras “modernidades” dependem de uma internet móvel estável e rápida.
Agora, nos deixe saber: você usa telefonia e internet móvel desde antes do 4G? Se sim, diga nos comentários se as afirmações da Vivo se refletem na realidade ou não.












