Ao andar pelo Brasil, muitas pessoas têm uma impressão clara de descompasso entre as coberturas 5G e de banda larga via fibra óptica.
Sobretudo em áreas mais remotas, cidades pequenas e interioranas, essa disparidade fica mais clara. Em praticamente todas as 5.569 cidades do país existe pelo menos uma provedora de fibra, enquanto nem metade disso possui o 5G ativo.
Na verdade, muitos municípios sequer possuem uma rede 4G estável, mas já possuem internet banda larga nas residências e comércios. Mas por que isso ocorre?
A seguir, explicamos, de forma clara e com base em fatos, por que o 5G não chega na mesma quantidade de localidades que a banda larga via fibra óptica. Vale a pena ficar até o final!
A diferença entre as conexões e a disparidade entre elas
A primeira coisa que precisamos elucidar, que ainda não é completamente compreendida, é que 5G e fibra óptica são coisas diferentes.
O 5G é uma rede de conectividade móvel, cuja distribuição depende de regulação e investimento privado. Já a fibra óptica, o protocolo de conexão de internet fixa de banda larga mais moderno, que sustenta o Wi-Fi, é disseminada por provedoras locais, as chamadas ISPs, que também são organismos privados.
Contudo, para chegar até as pessoas o 5G depende dos trâmites da Anatel, a agência reguladora, e da “boa vontade” das operadoras, como Claro, Vivo, TIM, Brisanet, Unifique e outras.
Por outro lado, a fibra óptica pode – e é comercializada – por empresas independentes, por assim dizer. Há a regulação e regras a serem seguidas, é claro, mas a barreira de entrada parece menor.
Em outras palavras, fica claro que a fibra óptica tem um caminho muito menos difícil para chegar até o consumidor final. Além disso, a quantidade de ISPs existentes no Brasil, que já ultrapassa 20 mil empresas outorgadas, é um fator decisivo para a capilaridade do serviço.
Os motivos do atraso do 5G
Desde que foi liberado no Brasil, o 5G vem sendo implementado aos poucos, seguindo parâmetros e metas da Anatel, que geralmente são decididos por região. Por isso os maiores centros urbanos do país já usufruem dessa tecnologia.
Porém, tanto a liberação quanto a implementação andam a passos lentos. Algumas cidades já podem ter 5G e ainda não tem, enquanto outras já tem só que em menor escala e, ainda outras, sequer estão autorizadas ao espectro.
E esse problema é gerado por vários fatores, indo desde a complexidade de infraestrutura de suporte ao 5G, que é mais sofisticada, até a liberação da faixa dos 3,5 GHz, utilizada para essa tecnologia, que antes era ocupada por outros sinais e ainda está sendo “limpa”.
Toda essa movimentação torna o 5G caro, o que torna a sua implementação, que é feita pelas operadoras, inviável para as cidades menores, principalmente.
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O que esperar daqui para frente?
Para o futuro, podemos apostar em um aprofundamento ainda maior da inserção da fibra óptica e o avanço do 5G.
Segundo o Ministério das Comunicações (MCom), ainda este ano o número de cidades onde o 5G funciona chegará a 2.220 localidades, o que deve escalonar ao longo dos próximos anos.
Também nesse compasso, aumentam o número de smartphones compatíveis com o 5G circulando em território nacional, o que é um vetor importante para o acesso à conexão.












