Reprodução/Gemini

Vivo, Claro e TIM podem sofrer com movimento da Starlink nos EUA

As intenções de Elon Musk de construir uma operadora de telefonia móvel já são conhecidas - e antigas.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Conforme noticiamos recentemente, a compra de concessões de espectros terrestres feita pela Starlink nos EUA derrubou as ações de gigantes das telecomunicações por lá.

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Mas será que isso pode ser replicado aqui no Brasil, também? Ao que parece, não só pode como já estaria acontecendo.

As ações de Vivo e TIM fecharam o pregão da última sexta-feira (9) com baixas de 5,15% e 4,18%, respectivamente. De acordo com especialistas, o cenário brasileiro se conecta diretamente com o norte-americano.

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Os respingos vindos do norte

Não é de hoje que Elon Musk fala em ter uma operadora de telefonia móvel. Na verdade, ele vem tentando fechar acordos nesse sentido nos Estados Unidos e também no Brasil há tempos.

Por aqui, a Starlink está bem perto de fechar parceria com a Vivo para fornecimento de internet direct-to-cell, a famosa “Starlink direto no celular”. Mas é nos EUA que a empresa quer se tornar uma operadora “de verdade” primeiro.

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De acordo com uma análise feita pelo banco de investimento UBS BB, a empresa satelital pode sim estar pensando em expandir a estratégia para o Brasil, estabelecendo uma operadora por aqui, o que seria, no mínimo, um grande incômodo para Vivo, Claro e TIM.

E isso pode acontecer de várias formas, desde compra de concessões até a abertura de uma subsidiária direta. Quem decide, no entanto, é a Anatel, que inclusive já se mostrou favorável à Starlink em pedidos de concessão feitos anteriormente.

Inclusive, a UBS BB aponta que, por o Brasil estar entre os principais mercados da empresa de Musk, o investimento em uma operadora de telefonia móvel por aqui pode ser visto com bons olhos. Afinal, a base composta por clientes de banda larga poderia ser usada como ponto de partida.

Bom, nos Estados Unidos o caminho parece um pouco mais fácil, por incrível que pareça. Isso porque a base de operações e infraestrutura terrestre central da empresa está por lá.

Aqui no Brasil, ainda seriam necessárias diversas concessões, aberturas de espectro e, claro, uma boa rede infraestrutural que precisaria ser construída do zero ou compartilhada com redes neutras, como a da V.tal, ou ainda redes das próprias operadoras, utilizadas por MVNOs.

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E por falar em MVNO, investir em uma operadora móvel virtual pode ser uma boa sacada para a Starlink, pelo menos no curto prazo. Porém, é improvável que Elon Musk se contente apenas com isso.

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No final, os consumidores têm muito mais a ganhar

Como podemos ver, o imbróglio envolvendo a “Starlink Mobile” ainda vai dar muito pano pra manga. Mas em caso de concretrização desses planos, o consumidor pode ter muito mais a ganhar do que a perder.

Por um lado, o aumento da concorrência tende a melhorar ofertas e serviços. Por outro, se concretizados, os planos empresariais da Starlink podem nos apresentar um hub tecnológico bastante interessante.

Se isso vier a acontecer de fato as preocupações ficarão a cargo das três grandes teles e demais aspirantes brasileiras no mercado móvel, que, assim como qualquer mercado, se autorregula.

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