Ações da dona da Vivo amanhecem em queda nos EUA após vitória da Starlink

Além da Telefónica, outras várias teles europeias estão sofrendo com a notícia positiva para Elon Musk.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

As ações de diversas empresas de telecom europeias, entre elas a espanhola Telefónica, que controla a Vivo, abriram os trabalhos nas bolsas de valores norte-americanas em queda.

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O motivo? A SpaceX, dona da Starlink, anunciou o fechamento de um acordo que possibilitará a aquisição de mais licenças de espectro de redes móveis terrestres nos Estados Unidos.

Além da Telefónica, outras gigantes como Orange, Deutsche Telekom e Vodafone também registraram queda, até por volta das 9h (horário de Brasília), de até 7% no valor das suas ações.

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O que provocou o recuo das ações dessas teles?

Resumidamente, a “bomba” que está fazendo investidores abandonarem empresas de telecomunicações do velho continente foi um acordo fechado pela SpaceX para adquirir parte do portfólio da empresa de investimentos Grain Management.

Apesar de esse acordo ainda estar sujeito à aprovação da Comissão Federal de Comunicações (FCC), a Anatel dos EUA, o panorama que se desenha aponta para algo em específico: a Starlink está cada vez mais perto de entrar no mercado de telefonia móvel.

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Diz-se que a faixa adquirida pela SpaceX estaria dentro do espectro dos 800 MHz, totalmente adequada para o uso de operadoras terrestres convencionais.

Para confirmar as suas intenções, a Starlink emitiu uma nota afirmando que o acordo “resolve uma das principais lacunas técnicas restantes” no seu escopo de atuação.

“Este espectro de baixa frequência privilegiado resolve uma das principais lacunas técnicas restantes que abrirá caminho para que a Starlink Mobile se torne uma grande operadora de telefonia móvel nos EUA”, disse a empresa em nota.

A empresa satelital disse ainda que o acordo permitirá a implantação de uma operação terrestre avançada, enquanto o CEO, Elon Musk, fala em um “negócio muito importante” sendo fechado.

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Todo esse temor em volta da nova aquisição da SpaceX não é sem motivo.

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Primeiro, vale mencionar que as teles europeias só foram atingidas por terem negócios nos Estados Unidos. A Vodafone, por exemplo, é uma das operadoras mais fortes por lá.

Ademais, ter a Starlink dentro desse mercado não é algo confortável. É tanto que no passado recente essas mesmas empresas negaram parcerias e concessões à empresa de Musk.

Inclusive, recentemente houve até o fechamento de um acordo entre AT&T, outra gigante do setor de telecom norte-americano, T-Mobile e Verizon para investir no mercado de internet via satélite e fazer frente à Starlink.

Ao que parece, os esforços de resistência não estão surtindo efeito como esperado e, de fato, essas companhias terão que bater de frente com uma rede móvel terrestre de Elon Musk, que operará em simbiose com a constelação da SpaceX.

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