Nos últimos meses o noticiário de telecom na Itália tem um assunto proeminente em pauta: o desejo da Poste Italiane, estatal de correspondências da italiana, de adquirir o controle total da Telecom Italia, a dona da TIM Brasil.
Agora, esse “namoro” ganhou mais um capítulo, com os Correios da Itália aumentando a proposta de aquisição atual em cerca de 0,30 euros por ação a ser adquirida.
O conselho administrativo da Telecom Itália já aceitou a investida, que deve ser concretizada nos próximos dias. Na verdade, toda a interação entre a estatal e a operadora vem sendo vista com bons olhos desde o início.
Os motivos e valores envolvidos no movimento
Dentre as regras do acordo de intenções entre Poste Italiane e Telecom Italia, havia uma que impelia a Poste Italiane a alcançar 66,67% dos direitos de voto no conselho da tele.
Com a adição de 0,30 na compra de cada uma das ações ordinárias da empresa, que serão compradas integralmente, essa obrigação é anulada.
A melhoria na oferta, anunciada pela estatal na última segunda-feira (7), foi avaliada como positiva pelo conselho administrativo da TIM, que anulou o limiar dos 66,67%.
Vale mencionar que a Poste Italiane já era acionista da Telecom Italia antes de tudo isso. Porém, os Correios italianos decidiram aumentar essa participação para assumir de vez o controle da empresa, num movimento comemorado por executivos da tele. Ao todo, serão comparadas 1,706 bilhão de ações ordinárias ao custo de 1,97 euros cada.
Com essa fusão, o PosteMobile, serviço de telefonia da estatal, deve ser migrado para a TIM. Além disso, a nova empresa que surgirá do acordo vai atuar em diversas áreas além do telecom, como serviço de nuvem e seguros, por exemplo.
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E a TIM Brasil, onde entra nessa conversa?
Como mencionamos antes, as negociações entre Poste Italiane e Telecom Italia têm empolgado executivos da tele, incluindo os responsáveis pela operação no Brasil.
Um ponto de vista geral expressado pelos dirigentes é de que a aquisição vai trazer mais investimentos e protagonismo para a operadora, que vai ganhar robustez de infraestrutura na Itália e fôlego financeiro fora do país da bota, o que interessa à TIM brasileira.
De qualquer modo, não parece que o controle da companhia deva mudar de mãos. Ao que parece, a Poste Italiane pretende apenas passar ao posto de “empresa-mãe” da TIM, que vai continuar operando como sempre.
Adicionalmente, para o consumidor nada deve mudar, pelo menos por ora. No máximo, o que poderá ser visto nos próximos anos é o surgimento de novas ofertas e investimentos. Bom, pelo menos esse é o prognóstico atual.












