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Operadoras vão cancelar ofertas de planos a partir de R$ 20 mensais? Entenda

Chamadas de ‘ultrabaratas’, essas promoções têm afetado o caixa das teles, segundo especialistas.

Goodanderson Gomes
5 min de leitura

Não é de hoje que as operadoras vivem em “pé de guerra” para ver quem se antecipa, tem preços melhores e atrai o consumidor mais facilmente.

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No meio disso tudo, surgiram os chamados “planos ultrabaratos”, como o TIM Controle Fit, que ganhou popularidade recente por, além de ter um preço mais baixo, garantir flexibilidade sem burocracia.

Nessa oferta em específico, a TIM vende 20 GB de internet, além de outros benefícios, por R$ 240 ao ano, ou 12x de R$ 20 no cartão. A produto cabe no bolso e não exige a tal fidelização, pelo menos não nos moldes antigos.

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Mas, o que é bom dura pouco. Há rumores de que a operadora encerrou essa opção, deixando ativas apenas outras mais caras. E a TIM não está sozinha nisso.

O adeus dos planos ultrabaratos

Em nossa apuração, confirmamos que o plano de 12x de R$ 20 por 20 GB do TIM Controle Fit foi descontinuado. Agora, os mesmos 20 GB são vendidos por 12x de R$ 35 junto de outra opção, que custa 12x de R$ 45 por 30 GB.

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Porém, essas são alternativas de contratação mensal do plano. Quem quiser fechar o pacote anual pode fazê-lo pagando 12x de R$ 30 por 30 GB, uma economia mensal de R$ 15 em troca de uma “fidelização branda”.

Assim como a TIM, a Vivo também encerrou sua oferta de R$ 20 mensais, que era referente a um plano Vivo Lite. No site da Telefónica Brasil o plano mais barato custa os mesmos R$ 30 mensais no fechamento do pacote anual, ofertando os mesmos 30 GB.

No caso da Claro, nenhum plano semelhante foi lançado, pelo menos não por enquanto. Dentre as opções da operadora vermelha, o que mais se assemelha ao TIM Controle Fit e o Vivo Lite são as ofertas do “Prezão”, com recargas a partir de R$ 30 com validade de 30 dias e que também ofertam 30 GB.

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No início, os planos ultrabaratos híbridos, que mesclam características de pré e pós-pago, foram vistos como necessários para acelerar a aquisição de clientes e ganho em competitividade.

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Porém, de acordo com análise do Bank Of America, com o passar do tempo as teles viram que os resultados financeiros não eram satisfatórios. Ou seja, os clientes de fato estavam vindo em maior volume, mas a renúncia de preços estava criando lacunas no faturamento.

Por esse motivo, segundo a instituição financeira, as teles brasileiras começaram a abandonar os planos, focando em ofertas mais “realistas”, a partir de R$ 30. O BofA prevê ainda que essa tendência deve se espalhar para além dos domínios das três grandes do Brasil.

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E como ficam os usuários nessa história?

Bom, com o fim dos planos ultrabaratos, resta aos clientes da TIM e da Vivo aderirem a outras opções do portfólio da sua operadora de origem. Migrar para o pré-pago também pode ser uma opção.

É compreensível que valores abaixo de R$ 30 possam ser “baratos de mais” na visão das operadoras, tendo em vista custos operacionais e outras variáveis da operação. Porém, descontinuar produtos assim não deixa de ser um inconveniente para quem aderiu ou estava pensando em tornar-se cliente por essa via.

Isso tudo se soma ao aumento em outras modalidades de planos que tem incomodado os clientes. E a pergunta que fica no ar é: até quando o acesso à telefonia móvel vai ser sustentável para a maioria dos brasileiros?

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