Imagem: Getty Images

Ministério da Saúde e MCom vão usar recursos do Fust para conectar UBSs

O edital contendo a proposta prevê a destinação de R$ 50 milhões para levar internet a 1,8 mil Unidades Básicas de Saúde em todo o país.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério das Comunicações (MCom) lançou um edital onde destina aproximadamente R$ 50 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para conexão de Unidades Básicas de Saúde (UBS), os famosos “postinhos”.

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Na iniciativa, serão contemplados 1.832 estabelecimentos em 800 cidades espalhadas pelos 26 estados e o Distrito Federal. O objetivo é instalar internet banda larga nesses locais.

Para tanto, o edital cita a contratação de empresas de telecom locais, que têm até o próximo dia 9 para manifestar interesse no serviço. As UBS escolhidas estão totalmente desconectadas na atualidade.

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A destinação dos recursos e a execução do projeto

A verba de R$ 50 milhões do Fust não serve só para levar o cabo de rede até a porta do postinho. O edital prevê que as contratadas entreguem a estrutura completa de Wi-Fi interno e garantam velocidade mínima de 300 Mbps por unidade.

A ideia é fechar contratos de dois anos com as operadoras e provedores regionais que vencerem a disputa.

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Aliás, são justamente os ISPs de pequeno e médio porte do interior que devem assumir o barco. Afinal, eles já possuem fibra óptica em regiões onde as gigantes do setor nem sequer chegam.

Para além de garantir estabilidade no tráfego de dados, o governo quer evitar que a internet caia no meio de uma consulta, por exemplo. Por isso, haverá punições financeiras para a empresa que não entregar a velocidade e a disponibilidade prometidas.

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Principais aplicações de uma iniciativa desse porte

Na prática, conectar uma UBS que hoje vive no escuro digital muda totalmente o atendimento básico.

Com a fibra funcionando, médicos e enfermeiros passam a atualizar o prontuário eletrônico do SUS na hora. Isso elimina a papelada e impede a perda de histórico do paciente.

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Outro ganho direto está na telessaúde. O sinal rápido permite que um clínico geral da zona rural faça uma teleconsulta com um especialista de um grande centro em tempo real.

Na ponta do lápis, isso evita que o morador de uma comunidade isolada viaje horas de ônibus apenas para conseguir um simples laudo.

De quebra, a digitalização ajuda a estancar o desperdício de dinheiro público na gestão de insumos.

O controle de estoque de medicamentos e vacinas passa a ser feito em tempo real, impedindo que lotes inteiros vençam nas prateleiras por falta de acompanhamento.

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