Imagem: Minha Operadora

Escritório de advocacia rejeita convite para assumir o que sobrou da Oi

O escritório alegou “questões de foro íntimo” para recusar a oferta feita pela 7ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Na última quarta-feira, 2 de setembro, o Escritório de Advocacia Zveiter comunicou formalmente à 7ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro a sua recusa em assumir a administração judicial da Oi, para cuidar dos trâmites da falência.

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O escritório, gerenciado pelo advogado Sergio Zveiter, foi um dos indicados pelos desembargadores responsáveis pelo processo que determinou a falência da operadora no último dia 25 de agosto.

A equipe que administrou a tele antes do seu fim foi destituída assim que o processo de recuperação judicial que mantinha a Oi respirando por aparelhos foi revertido em falência.

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“Razões de foro íntimo”

Em sua recusa forma, Sergio Zveiter e seus comandados alegaram “razões de foro íntimo” para não assumir a massa falida da Oi, sem tecer mais detalhes.

Vale mencionar que convocações como a feita pela Justiça do Rio não obrigam entidades privadas a realizar nenhuma atividade para a qual não se sintam aptas. Em outras palavras, o escritório de advocacia podia recursar, como assim o fez.

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É inegável conjecturar que, devido à situação de calamidade extrema que a Oi enfrentou antes de se esfacelar completamente, o Escritório Zveiter tenha previsto grandes dificuldades em um eventual aceite da proposta da 7ª Vara Empresarial do RJ e, por isso, declinou.

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A Justiça carioca não tornou publica nenhuma lista ou algo parecido para informar quais entidades estão cotadas para assumir essa “administração judicial de fechamento” da Oi.

Sabe-se, porém, que quem quer que seja que assuma essa missão terá que organizar os restos da operadora para cumprir os últimos compromissos da ex-empresa.

Dentre esses compromissos está a transição de contratos de prestação de serviço para outras companhias saudáveis e o cumprimento de compromissos com credores, fornecedores e ex-empregados.

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Há, inclusive, o temor de que grande parte dos R$ 44 bilhões de dívidas deixados pela Oi virem um grande calote, uma vez que a empresa morreu sem caixa e os ativos que sobraram valem uma fração desse montante.

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