Divulgação/Frontier

Companhia aérea vai usar Starlink para Wi-Fi a bordo

Cristino Melo
5 min de leitura

A companhia aérea norte-americana Frontier Airlines anunciou nesta semana que vai usar a rede de satélites da Starlink para oferecer internet Wi-Fi a bordo de seus aviões. O serviço, batizado pela própria empresa como o Wi-Fi mais rápido já oferecido em um voo, deve começar a funcionar no início de 2027.

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A parceria faz parte de um acordo maior firmado pela Indigo Partners, fundo de investimentos que controla a Frontier e outras companhias aéreas de baixo custo ao redor do mundo. Juntas, as operadoras planejam instalar o sistema de conectividade via satélite da Starlink em mais de 1.000 aeronaves nos próximos anos, segundo os termos do acordo.

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PRIMEIRO VOO EQUIPADO EM 2027

A Frontier opera atualmente uma frota formada exclusivamente por aeronaves Airbus, com 164 aviões dos modelos A320neo, A321neo, A320ceo e A321ceo. Segundo a companhia aérea, o sistema Starlink vai oferecer não apenas acesso à internet para os passageiros, mas também conectividade gate-to-gate para pilotos, comissários e equipes de manutenção em solo, o que deve melhorar a operação da empresa.

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MAIS COMPANHIAS NO ACORDO

O acordo entre a Starlink e a Frontier faz parte de um pacote maior negociado pela Indigo Partners, fundo de investimentos que controla a companhia aérea americana e outras operadoras de baixo custo ao redor do mundo. Confira abaixo quais outras empresas também vão equipar suas aeronaves com o sistema de internet via satélite da Starlink nos próximos anos, segundo o comunicado divulgado:

  • Frontier Airlines (Estados Unidos)
  • Wizz Air (Europa)
  • Volaris (México)
  • JetSMART (América do Sul)
  • Cebu Pacific (Filipinas)

Juntas, as cinco companhias aéreas listadas acima pretendem instalar a tecnologia da Starlink em mais de 1.000 aeronaves ao longo dos próximos anos, o que configura um dos maiores compromissos já firmados com um serviço de internet via satélite dentro do setor da aviação civil em todo o mundo, de acordo com a Indigo Partners, fundo que comanda o grupo de operadoras.

No prospecto do IPO (oferta pública inicial de ações) divulgado pela SpaceX, a empresa aeroespacial fundada por Elon Musk revelou que a Starlink representou 61,2% de sua receita total de US$ 18,7 bilhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, essa participação subiu para 69% do faturamento total da companhia, segundo o documento enviado aos investidores.

A Starlink é, atualmente, a única unidade de negócios da SpaceX que já registra lucro. Em 2025, a divisão de internet via satélite trouxe US$ 4,4 bilhões em receita para a empresa, e o fornecimento de conectividade durante voos comerciais foi apontado pela própria SpaceX como uma das seis áreas em que a Starlink tem posição estratégica única para atuar.

E NO BRASIL?

No Brasil, Azul, Gol e Latam já oferecem Wi-Fi a bordo, mas nenhuma das três companhias aéreas usa a Starlink. O serviço das brasileiras funciona com satélites geoestacionários, tecnologia mais antiga e lenta que a rede de órbita baixa da SpaceX. A Azul oferece conexão gratuita a quem tem conta no Azul Fidelidade, enquanto a Gol cobra pela maior parte dos pacotes e a Latam libera apenas mensagens de texto de forma gratuita.

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Isso pode mudar em breve. Segundo informações do setor, a SpaceX já negocia a instalação da tecnologia Starlink com a Gol e com a chilena Sky Airline, o que poderia levar o serviço a voos regionais na América do Sul, incluindo o Brasil. A Latam, por sua vez, começou a instalar Wi-Fi de alta velocidade da Viasat em aviões de corredor duplo usados em voos internacionais de longa distância.

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