Foi publicada na edição dessa segunda-feira (13) do Diário Oficial da União (DOU) a autorização que a Anatel concedeu à TIM para usar a faixa dos 2,5 GHz em caráter secundário.
Conforme decisão da agência, a operadora poderá atuar dentro do espectro no perímetro de 18 cidades, incluindo Brasília e mais seis capitais, em sete estados. Esse tráfego terá caráter secundário.
Na prática, com essa autorização a TIM poderá expandir o alcance do seu sinal, melhorando a oferta para clientes de telefonia e internet.
O que é a faixa dos 2,5 GHz?
A faixa dos 2,5 GHz geralmente é “a casa” do 4G LTE. E, ao contrário do que muitos pensam, ela possui grande abrangência e capacidade de incidência.
Na verdade, os 2,5 GHz têm maior alcance que a faixa do 5G (3,5 GHz). Isso confere mais equilíbrio e estabilidade. Não à toa, essa faixa também penetra mais facilmente em ambientes internos.
Quanto à velocidade, ela fica atrás dos 3,5 GHz, como não poderia deixar de ser. Em contrapartida, está bem acima dos 700 MHz, usado para levar sinal de telefonia a locais remotos.
Majoritariamente, esse espectro é concedido para uso secundário, que entenderemos a seguir. Quem faz essa distribuição é a Anatel.
Como assim “caráter secundário”?
Resumidamente, entende-se por uso secundário a utilização das “sobras” de uma faixa. Nesse caso, as três grandes teles, dentre as quais está a TIM, detém conjuntamente a faixa dos 2,5 GHz nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão localizadas a maioria das 18 cidades mencionadas nessa matéria.
Caso uma empresa detentora não aproveite a faixa completamente, a Anatel autoriza que outra tele comece a utilizar a faixa de forma secundária. Ou seja, a TIM pode “cobrir brechas” deixadas pela Vivo e pela Claro em determinadas localidades.
No entanto, é sempre válido citar que se a operadora concessionária decidir usar a faixa dos 2,5 GHz em sua completude, quem recebeu a outorga para uso secundário precisa interromper suas operações.
Além disso, o licenciamento secundário geralmente tem caráter precário, no qual a Anatel não isenta a operadora cessionária de sofrer interferências na sua cobertura.
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Como a TIM pode aproveitar essa oportunidade?
A outorga ora concedida pela Anatel autoriza a TIM a usar o 2,5 GHz – secundariamente – em cidades como Goiânia (GO) e Palmas (TO), além da capital federal, Brasília.
Conforme já foi mencionado, a divisão nacional da Telecom Itália poderá expandir a sua abrangência nessas capitais, demais cidades autorizadas e seus entornos.
Áreas onde o sinal da TIM não funciona nesses municípios, poderão ganhar a cobertura (do 4G, no caso) e onde o sinal já existe, mas é fraco, pode ganhar um “boost” a mais.
Segundo o anúncio da Anatel, a outorga agora concedida à TIM vale até 2031.












