Em decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (13), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre Oquei Telecom e Alares.
O acordo, anunciado no mês passado, foi estimado em quase R$ 190 mil. A Superintendência Geral do Cade entende que o negócio é 100% legítimo, o que gerou uma aprovação sem ressalvas ou restrições.
Com o aval do órgão antitruste, a compra agora segue em análise pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A decisão do Cade
Ao analisar a proposta de compra da Alares aceita pela Oquei, o Cade levou em consideração princípios que permeiam boas práticas de fusão entre empresas do mesmo setor.
Primeiro, foi constatado que as companhias não tinham clientes nas mesmas cidades, o que descarta a sobreposição horizontal. Segundo, foi atestada a não sobreposição vertical.
O Cade afirmou ainda que, para a Oquei Telecom, trata-se de uma boa oportunidade de negócio. Para a Alares, uma oportunidade de expansão no mercado de banda larga em uma região pouco explorada.
Em sua conclusão, o órgão antitruste destacou que essa operação gera uma “substituição de agente econômico”, sem prejuízo para a concorrência saudável com outras empresas.
Qual é o tamanho da Alares, agora?
Com a compra da Oquei telecom, a Alares expande o seu portfólio de atuação no interior de São Paulo, onde a provedora de internet via banda larga assimilada tem cerca de 68 mil clientes.
Inclusive, no despacho que aprovou o negócio, o Cade destacou que a Oquei tem atuação comprovada em cerca de 30 cidades do interior paulista, incluindo São José do Rio Preto, Mirassol e Araçatuba. Vale lembrar que a companhia tem sede no município de José Bonifácio.
A aquisição consolida a Alares no top 10 do mercado nacional de banda larga fixa. Em São Paulo, a provedora, que agora tem uma base de quase 436 mil clientes no estado, só perde para Vivo e Claro.












