Imagem: Minha Operadora

Linha 4-Amarela do metrô de SP vai receber 4G e 5G da V.tal

Serão instaladas 223 antenas e 60 mil metros de cabos para finalizar a infraestrutura de rede em toda a linha.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

A V.tal anunciou que vai investir em uma pesada infraestrutura para levar sinal de telefonia 4G e 5G à Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.

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De acordo com informações preliminares, serão instaladas 223 antenas e cerca de 60 quilômetros de cabos para montar a estrutura. A infraestrutura será neutra e utilizável pelas operadoras atuantes no país.

Estima-se que as obras devam começar no mês que vem e sejam concluídas no segundo semestre de 2027.

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O arsenal da V.tal para conectar a Linha 4-Amarela

Para colocar o projeto de pé, o volume de equipamentos impressiona. O planejamento prevê a instalação de 223 antenas, como já mencionado, que serão espalhadas pelas 11 estações da Linha 4-Amarela, além de 40 unidades remotas de transmissão.

Essa estrutura será interligada por uma combinação de 20 quilômetros de fibra óptica e 40 quilômetros de cabos híbridos, que têm como diferencial o transporte simultâneo de energia e dados.

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O investimento faz sentido quando olhamos para a capacidade da rede. Embora o ramal operado pela Motiva já conte com sistemas para diminuir os pontos cegos de sinal, a nova infraestrutura foi dimensionada para aguentar o tranco do consumo atual de dados e abrir caminho para a chegada definitiva do 5G, inclusive nas partes mais profundas dos túneis.

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Estrutura disponível para o mercado de telecom

A engrenagem por trás do negócio segue o modelo de rede neutra. Isso significa que a V.tal vai construir uma base tecnológica única e compartilhada, que depois será alugada para as operadoras interessadas em vender seus planos ali dentro.

Esse formato corta um nó antigo do setor de telecomunicações. Em vez de TIM, Claro e Vivo terem que gastar rios de dinheiro fazendo obras individuais e pendurando seus próprios equipamentos nas paredes do metrô, todas utilizam a mesma rodovia digital.

Para as teles, isso enxuga o custo de operação; para o consumidor, acelera o acesso ao serviço. O movimento carimba a estratégia da V.tal de fincar bandeira em locais com grande aglomeração de pessoas, a exemplo do que já vem fazendo em estádios de futebol e shopping centers.

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Uma demanda antiga que agora será atendida

A novidade atende em cheio a uma bronca antiga dos passageiros de São Paulo. Afinal, quem depende da Linha 4 sabe o quão irritante é ver a barra de sinal sumir ou a internet cair no meio de uma viagem.

Garantir sinal ali sempre foi uma dor de cabeça técnica para as empresas. Por ser um ramal muito profundo e cheio de túneis, as ondas celulares simplesmente não conseguiam atravessar o concreto das estações subterrâneas.

Quando tudo estiver pronto, a expectativa é de viagens com internet rápida e sem quedas. Trata-se de uma mudança necessária para o dia a dia do paulistano, que hoje aproveita o tempo no vagão para trabalhar, estudar, assistir a vídeos ou rodar aplicativos pesados.

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