Reprodução/Gemini

Vivo registra receita de R$ 15,8 bi e lucro de R$ 1,57 bi no 2T26

Cristino Melo
5 min de leitura

A Vivo divulgou nesta segunda-feira (27), os resultados do segundo trimestre de 2026, registrando receita líquida de R$ 15,8 bilhões, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado pelo avanço da base de clientes pós-pago, pela expansão contínua da fibra óptica e pelo crescimento dos serviços digitais oferecidos pela operadora em todo o país.

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Controlada pela Telefónica, a operadora apresentou os números em teleconferência com investidores e analistas do mercado financeiro, reforçando o compromisso da companhia com a monetização de serviços digitais e de conectividade. O resultado evidencia a estratégia da Vivo em diversificar receitas além da telefonia tradicional, consolidando sua liderança no setor brasileiro.

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RECEITA E EBITDA EM ALTA

A receita operacional líquida da Vivo somou R$ 15.757,4 bilhões no período, puxada pelo forte desempenho do serviço móvel e da fibra. O EBITDA também registrou crescimento de dois dígitos, alcançando o melhor patamar desde o terceiro trimestre de 2023. Confira os principais números:

Indicador2T26Variação a/a
Receita operacional líquidaR$ 15.757,4 milhões+7,6%
Receita de serviço móvelR$ 10.183 milhões+6,6%
Receita de FTTHR$ 2.147 milhões+10,7%
EBITDAR$ 6.580,8 milhões+10,9%
Margem EBITDA41,8%+1,3 p.p.

LUCRO LÍQUIDO CRESCE 17% NO TRIMESTRE

O lucro líquido da Vivo somou R$ 1.572,5 milhões no segundo trimestre, crescimento de 17,0% frente ao mesmo período do ano passado, resultado sustentado pelo desempenho do EBITDA e do EBIT. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o lucro líquido chegou a R$ 2.833,6 milhões, alta de 17,9% em relação a 2025, o maior avanço para um primeiro semestre nos últimos três anos.

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PÓS-PAGO SEGUE COMO VETOR DE CRESCIMENTO

No negócio móvel, a Vivo encerrou o trimestre com 73,2 milhões de acessos pós-pagos, crescimento de 6,9% em doze meses, enquanto o ARPU pós-pago avançou para R$ 53,9, alta de 0,8% na comparação anual. O churn da modalidade se manteve em patamar historicamente baixo, de 1,0% ao mês, refletindo a fidelização de clientes e a migração para planos de maior valor agregado.

Vivo, IA celular
Reprodução/ChatGPT

FIBRA GANHA MAIS CASAS CONECTADAS

A base de fibra óptica também seguiu em expansão ao longo do trimestre, sustentando a monetização dos investimentos feitos em infraestrutura de rede. Veja o desempenho da tecnologia:

Indicador2T26Variação a/a
Casas passadas32,0 milhões+6,4%
Casas conectadas8,2 milhões+11,3%
Penetração FTTH25,6%+1,1 p.p.
Churn FTTH1,4%-0,1 p.p.

5G CHEGA A NOVOS MUNICÍPIOS

A cobertura de 5G da Vivo também avançou, chegando a 978 municípios brasileiros, o equivalente a 73% da população do país, com a adição de 325 cidades nos últimos doze meses. Atualmente, 27 milhões de clientes utilizam a tecnologia diariamente, o que representa quase um terço da base móvel da operadora, excluindo os acessos M2M e dongles, reforçando o avanço da infraestrutura de rede da companhia.

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INVESTIMENTOS E DÍVIDA LÍQUIDA

Os investimentos da Vivo totalizaram R$ 2.588,5 milhões no trimestre, alta de 6,1% a/a, equivalente a 16,4% da receita líquida. Mais de 75% dos recursos foram direcionados à infraestrutura das redes móvel e fixa. A dívida líquida, considerando os efeitos do IFRS 16, encerrou o período em R$ 10.997,8 milhões, com caixa líquido de R$ 3.786,9 milhões fora desse critério.

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REMUNERAÇÃO AOS ACIONISTAS CRESCE

A companhia também reforçou a remuneração aos acionistas, com R$ 6.990,0 milhões distribuídos entre janeiro e julho de 2026, alta de 31,6% frente ao mesmo intervalo de 2025. A Vivo já aprovou R$ 2.220,0 milhões em juros sobre capital próprio neste ano, aumento de 34,5% a/a, além de um programa de recompra de ações de até R$ 1,0 bilhão válido até fevereiro de 2027.

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