Imagem: Minha Operadora

Starlink tem planos de virar operadora e concorrer com as grandes do setor

A ideia seria de montar uma MVNO para oferecer serviços de telefonia. O foco em internet via satélite continua.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

A Starlink tem se firmado como a maior provedora de internet via satélite da atualidade, no Brasil e no mundo. Porém, a empresa de Elon Musk parece querer mais.

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De acordo com informações da mídia norte-americana, a constelação da SpaceX pode virar uma operadora de telefonia, batendo de frente com as gigantescas Verizon, T-Mobile e AT&T na terra do Tio Sam.

Segundo informações do site Phone Arena, a ideia da Starlink seria se tornar uma MVNO (operadora virtual móvel), um modelo que funciona com base em aluguéis de rede e concessões de espectro.

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Antes de qualquer coisa, vale reforçar que a Starlink não demonstra, pelo menos agora, a intenção de investir em uma megaestrutura com torres, receptores e outros equipamentos que as operadoras tradicionais já têm. Daí o interesse pelo modelo MVNO.

No entanto, o caminho não vai ser fácil para a “firma” de Musk. Informações preliminares dão conta de que as grandes teles dos Estados Unidos rejeitam a ideia da Starlink fornecer serviço de telefonia. Em última análise, essa má vontade dificultaria acordos de concessão de infraestrutura e espectro.

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O medo de Verizon, AT&T e T-Mobile reside na possibilidade de acabar “alimentando” uma concorrente de peso que vai acirrar o mercado e pressionar os preços já estabelecidos pela concorrência morna que fazem.

Mas é claro que isso não vai parar a empresa satelitial. Insiders confirmam que Starlink não só vai manter o plano, em busca de parceiros, como também pensa em unir o sinal dos satélites com uma distribuição terrestre.

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Se der certo lá, pode chegar no Brasil também

Caso a Starlink de fato conclua a sua transição para a telefonia móvel, é muito possível (e provável) que algo parecido aporte no Brasil nos próximos anos.

Por aqui, a empresa tem fechado parcerias com as grandes teles, como é o caso da Claro, para fornecimento da tecnologia D2D (direct-to-device), que possibilita a chega do sinal de internet satelitial direto nos celulares, sem precisar de torres ou antenas externas.

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Seja como for, fato é que a expansão do modelo de negócios da Starlink tem criado impactos perceptíveis na lógica de mercado e nas perspectivas do alcance de uma “conectividade global” para o futuro.

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