Imagem: Minha Operadora

Operação do Brasil está ‘salvando’ as receitas da TIM

Mesmo com prejuízo no 1T26, a Telecom Itália aponta crescimento dos ativos no mercado brasileiro.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em sua divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026, a Telecom Itália, empresa-mãe da TIM Brasil, relatou crescimento na margem de prejuízo em suas operações.

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Para se ter uma ideia, a estimativa de perda no período foi de R$ 234 milhões, com prejuízos relacionados à operação em todo o mundo.

Por outro lado, a empresa italiana confirmou um crescimento nas receitas, puxado principalmente pelos ativos do mercado brasileiro, onde a TIM é uma das maiores do setor de telecom.

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Movimentos recentes da Telecom Italia

Ainda sobre os prejuízos que a dona da TIM vem sofrendo, vale ressaltar que o fator operações descontinuadas tem pesado bastante na balança da empresa.

A Telecom Itália vem rompendo muitos contratos, sobretudo no próprio mercado italiano, ao passo que o pagamento de impostos, juros e indenizações cresceu.

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Porém, no 1T26 a receita foi de 3,32 (R$ 19,31 bilhões) bilhões de euros, frente aos 3,28 bilhões (R$ 19,08 bilhões) contabilizados no 1T25, num resultado diretamente influenciado pelo mercado brasileiro, considerado um dos principais para a empresa.

Em meio a tudo isso, o conselho administrativo da companhia estuda uma possível fusão com a Poste Italiane, o serviço de correios da terra da bota. A oferta gira em torno de US$ 12,5 bilhões (R$ 62 bilhões).

Caso se torne realidade, a junção entre as duas empresas fortaleceria as operações da Telecom Itália, ao passo que diversificaria o leque de serviços oferecidos pela estatal de serviços postais.

O sucesso da TIM no Brasil

Apesar dos números desanimadores em escala global, a TIM é uma verdadeira gigante aqui no Brasil. Inclusive, recentemente noticiamos o fechamento de parceria com o PicPay.

Considerada a tele com maior cobertura em 4G e 5G em território nacional, a operadora tem uma base de clientes estimada em 61 milhões de pessoas.

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Por esses e outros motivos, a operação brasileira é considerada uma “galinha dos ovos de ouro” pela Telecom Italia e também pela Poste Italiane, possível nova controladora do grupo.

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