Imagem: Bloomberg Finance LP/Reprodução

Dona da TIM começa a analisar possível fusão com os Correios da Itália

A companhia deixa claro que ainda não aceitou a proposta, mas vai apurar os termos da investida.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Foi iniciado nesta segunda-feira (13) o período oficial de análise da proposta da Poste Italiane, os Correios da Itália, para aquisição e permuta da Telecom Italia, empresa-mãe da TIM Brasil.

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O conselho administrativo da empresa fez o anúncio e, nele, informou que a Evercore e o Goldman Sachs foram escolhidos como assessores financeiros durante a análise. Bem como, os escritórios de advocacia BonelliErede e Gatti Pavesi Bianchi Ludovici devem fazer a assessoria jurídica.

No entanto, o Grupo TIM deixa claro que a proposta da Poste Italiane não foi aceita formalmente. O anúncio trata apenas do início da análise da proposta feita pela estatal.

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O teor da proposta

Em 22 de março a Poste Italiane fez uma oferta pública total voluntária pela Telecom Italia. No ato, a estatal avaliou a companhia em 10,8 bilhões de euros.

Basicamente, foi proposta uma aquisição completa das ações do Grupo TIM na bolsa de Milão, bem como a retirada total dos papéis. Ou seja, a intenção é integrar as operações da Telecom Italia à Poste, que tem capital fechado.

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Contudo, a proposta precisa ser aceita pelos acionistas da dona da TIM, e é justamente sobre isso que o processo de análise iniciado nesta segunda-feira deve discorrer.

A Poste Italiane propôs, junto à oferta pelas ações da Telecom Italia, um prêmio compensatório aos acionistas da empresa. O valor seria de 9,01% sobre o preço das ações no fechado do pregão de 20 de março, o último antes da realização da proposta.

Ademais, uma possível fusão entre as duas empresas dependeria de autorizações de órgãos regulatórios da Itália. Contudo, a Poste Italiane segue confiante de que o negócio será concluído até o final de 2026.

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Esse processo pode afetar as operações da TIM no Brasil?

Ao que parece, não. Na verdade, a Poste Italiane vê as operações da TIM no Brasil como um dos principais ativos da empresa em todo o mundo. Para a estatal, o mercado brasileiro é responsável por “significativa geração de caixa” para o Grupo TIM.

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Em outras palavras, se a TIM for mesmo adquirida pelos Correios da Itália nada deve mudar no sentido operacional. Pelo contrário, melhorias podem ser sentidas a médio-longo prazo.

Vale destacar que a Poste Italiane já fazia parte do quadro acionista da Telecom Italia. As duas empresas já têm, inclusive, parcerias para serviços como MVNO, oferta de seguros e outros.

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