Bernd 📷 Dittrich/Usplash

Projeto do governo pode frear a expansão da Starlink na Amazônia

A ideia é espalhar cabos de fibra óptica submersos nos rios para levar conectividade a áreas remotas da região.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

De acordo com fontes ligadas ao Ministério das Comunicações (MCom), o governo federal pretende expandir os ramos de abrangência do programa Norte Conectado.

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A iniciativa, que já avançou em diversas frentes, funciona com a instalação de cabos de fibra óptica submersos em rios amazônicos. Assim, a conexão banda larga é levada floresta adentro.

Chamadas de infovias subfluviais, essas estruturas cabeadas são uma alternativa à internet via satélite, que tem sido a única opção viável de conectividade em muitas partes da Amazônia Legal.

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Não exatamente. O programa Norte Conectado tem se tornado, na verdade, uma opção à internet de Elon Musk, não um concorrente.

Devido à falta de infraestrutura, de que vamos falar a seguir, muitas áreas da região Norte do Brasil dependem unicamente da internet via satélite.

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Inclusive, localidades que antes não tinham acesso algum conheceram a conexão por meio dessa tecnologia, levada por provedores locais. Esse movimento impulsionou a procura pela internet da SpaceX sobremaneira, tornando-a a principal empresa do tipo da região.

A chegada das infovias fluviais abre a possibilidade de um lastro maior para as populações de áreas remotas do Norte. Em outras palavras, caso a internet via satélite eventualmente falhe, a banda larga por fibra óptica está lá, e vice-versa.

Soluções para a falta de infraestrutura

A região Norte do Brasil tem uma geografia complicada no que diz respeito à implantação de infraestrutura de telecomunicações e conectividade.

Grande parte do território dessa parte do país é coberto por florestas densas, áreas montanhosas e alagadas. Isso dificulta a instalação de antenas, postes e outras estruturas necessárias à conectividade.

Justamente por isso a internet via satélite, sobretudo da Starlink, ganhou tanta adesão, já que exige apenas uma pequena e leve antena móvel para fornecer conexão.

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No caso das infovias subfluviais, a facilidade está em usar o percurso dos rios para levar a internet. A jogada é ótima, uma vez que os rios são uma espécie de “atalho” em regiões onde não há estradas, dando acesso a diversas comunidades e cidades.

Com esse agrupamento de soluções para levar conectividade ao Norte, a região torna-se cada vez mais guarnecida nesse sentido.

O programa Norte Conectado

Desde que foi lançado, em setembro de 2020, o programa Norte Conectado já fez várias entregas no seis estados do Norte que compõem a chamada Amazônia Legal. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.

A meta, de acordo com o MCom, é instalar 13,2 mil quilômetros de infovias subfluviais na região. E vale ressaltar que essas estruturas têm uso compartilhado, servindo tanto a interesses públicos, como a conexão de hospitais, escolas e prédios governamentais, quanto privados, com o uso comercial por parte de operadoras.

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