Imagem: Getty Images/Reprodução

Operadora está reembolsando ‘sobras’ de internet não utilizada

O ‘cashback’ pode vir em forma de abatimento nas próximas faturas, créditos ou até dinheiro depositado na conta dos usuários.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

A operadora norte-americana Noble Mobile, com sede em Nova York, nasceu com uma proposta diferente: reembolsar a internet não utilizada em pacotes contratados por clientes.

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Na verdade, os planos oferecidos pela empresa não têm limites de dados. Então, os usuários podem navegar à vontade e, ao final do mês, o valor referente aos dados não utilizados são estornados.

O cliente pode então decidir como vai utilizar os valores devolvidos. Entre as opções estão desconto nas próximas faturas e devolução em dinheiro, diretamente na conta.

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As origens dessa política diferenciada

Imagem: Minha Operadora

De acordo com a própria Noble, o objetivo é dar o máximo de flexibilidade possível aos usuários. Quem precisa de mais internet, se beneficia com a franquia ilimitada, enquanto quem não usa tantos dados, não precisa pagar pelo que não vai consumir.

A empresa funciona no sistema de operadora de rede móvel virtual (MVNO), mesmo protocolo adotado pela Surf Telecom e a Correios Celular, que alugam a infraestrutura de outras, cortando assim custos de manutenção e engenharia.

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No caso da Noble Mobile, um único tipo de plano é oferecido, o chamado No Bull Plan, que custa US$ 50 (cerca de R$ 250, na cotação atual) e oferece 20 GB de internet. Os usuários podem economizar até US$ 20 (R$ 100) se não usar os dados completamente.

A companhia também é conhecida por favorecer políticas de higiene mental, onde incentiva um consumo inteligente e não abusivo da internet.

E se essa moda pega no Brasil?

Pelo menos por ora, não há sequer indícios de que as operadoras brasileiras devam adotar um sistema semelhante ao da Noble Mobile. Porém, não é difícil imaginar algo nesse formato sendo oferecido no mercado nacional.

A questão principal é que esse sistema de “cashback” pode ser encarado como comercialmente inviável pelas grandes teles. De qualquer forma, seria um modelo interessante e potencialmente exitoso, considerando o perfil do consumidor brasileiro.

Inclusive, a Noble destaca que esse tipo de abordagem na verdade reduz despesas operacionais, uma vez que apenas o que é consumido pelos usuários gera custos reais à operadora. 

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Por outro lado, a internet não utilizada também tem um potencial custoso, já que demanda manutenção de redes operacionais. Ou seja, quanto menos o usuário usar internet, menos a operadora gasta, o que justifica a “recompensa” em formato de dinheiro devolvido.

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