Em relatório divulgado recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) admitiu que o mercado de telecom tem pouca competitividade no Brasil.
O referido levantamento é o Relatório Trimestral de Monitoramento da Competição, da Superintendência de Competição (SCP) da Anatel. Essa versão compreendeu dados do primeiro trimestre de 2026 (1T2026).
Na verdade, o que se observou foi uma tendência de crescimento do setor, com ampliação de serviços, pujança das empresas e aumento da clientela.
Porém, há, segundo a Anatel, cada vez mais retenção e novos esforços de monetização de bases de clientes já consolidadas por parte de operadoras e provedores, o que, na prática, estagna a competitividade.
Os números do levantamento
O Relatório Trimestral de Monitoramento da Competição do 1T2026 deu destaque individual para as áreas do mercado de telecomunicações no Brasil.
Na telefonia móvel, por exemplo, foram contabilizados 271,3 milhões de acessos no período. Nessa área, nota-se que há uma grande competitividade em grandes centros, com mais empresas atuando. Porém, em cidades do interior costumam haver áreas de concentração poucas empresas, sempre com uma predominante.
Já na banda larga fixa, que teve pouco mais de 54 milhões de acessos entre janeiro e março, a competitividade é considerada baixa até mesmo em áreas com alta densidade populacional.
A banda larga fixa, é bom lembrar, reúne provedoras locais de internet, além de empresas com abrangência nacional que oferecem serviços de conexão por fibra óptica e derivados. A Anatel tem planejado a realização de abordagens regulatórias personalizadas para determinadas regiões.
O futuro das telecomunicações no Brasil
Levantamentos como esse da SCP têm reforçado uma forte tendência de modernização das telecomunicações no Brasil. O comportamento de usuários e empresas está mudando rápido e de forma definitiva.
Hoje em dia, as empresas se preocupam em oferecer uma gama de produtos muito maior, todos integrados entre si. Um bom exemplo são planos de grandes operadoras de telefonia móvel que já oferecem banda larga e acesso a aplicativos, por exemplo.
O armazenamento de dados em nuvem também tem crescido, além de grandes investimentos em B2B e o uso de inteligência artificial para impulsionar melhorias na experiência.
O próximo Relatório Trimestral de Monitoramento da Competição deve ser divulgado no começo de julho. Até lá, a Anatel segue monitorando o mercado de telecom no Brasil.












