Durante a realização do MWC (Mobile World Congress) 2026, em Barcelona, na Espanha, a Surf Telecom anunciou que está investindo na implementação de uma rede de infraestrutura mobile própria na região metropolitana de São Paulo.
Em entrevista concedida ao portal TELETIME, o CEO da companhia, Yon Moreira, que também é seu fundador, detalhou a iniciativa e ressaltou que, com isso, a Surf se coloca como a quarta empresa do Brasil a ter infraestrutura própria em São Paulo, ficando atrás apenas das três grandes: TIM, Claro e Vivo.
Ainda segundo Moreira, a escolha de SP capital para a empreitada se deu pelo fato de que a região concentra a maior parte dos clientes da Surf, com mais de 500 mil assinantes.
A empresa também tem alcançado êxito na sua expansão internacional, com a Surf USA Mobile, nos Estados Unidos. Além disso, a parceria com os Correios para comercialização de chips também tem dado frutos, segundo dados da própria Surf.
Os pormenores da operação
Quem pensa que o ímpeto expansionista da Surf Telecom é um eco distante está redondamente enganado. Ainda de acordo com Yon Moreira, o início da implementação da radiofrequência própria deve começar nas próximas semanas.
Como MVNO, a empresa utiliza a rede da TIM para ofertar planos de telefonia móvel. Com uma infraestrutura própria, essa dependência acabará.
Paralelamente, a Surf já dispõe de uma rede de banda larga sem fio, a chamada FWA, para atender clientes residenciais e empresariais de planos de internet fixa.
De qualquer forma, ainda não foi detalhado, pelo menos nesse momento, como será organizada a implementação da rede própria e o prazo de conclusão da operação.
E se a moda pega?
Com a escalada de novas tecnologias que brotam no mercado a cada dia, sobretudo associadas à inteligência artificial e radiofrequência via satélite, é natural que surjam novas iniciativas como a tomada pela Surf Telecom agora.
Cada vez mais operadoras menores e MVNOs devem testar os seus limites de investimento em infraestrutura própria e independência das grandes operadoras.
Resta saber quantas, e quais, obterão êxito em suas empreitadas. De qualquer forma, o mercado e os consumidores tendem a ser beneficiados com o aumento da concorrência saudável.












