A Telefônica Brasil, operadora que controla a Vivo, fechou 2025 com lucro líquido de R$ 6,16 bilhões, crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior.
No quarto trimestre, período tradicionalmente mais forte para o setor, a companhia registrou lucro de R$ 1,88 bilhão, avanço de 6,5% na comparação com igual intervalo de 2024. Os meses de outubro, novembro e dezembro são marcados pelo aquecimento da economia devido à Black Friday e às festas de Natal e Ano Novo.
Os resultados do trimestre vieram acima do que parte do mercado projetava. Estimativas apontavam lucro ao redor de R$ 1,73 bilhão e EBITDA (indicador que sinaliza o lucro líquido antes do abatimento de juros, impostos e outros encargos) próximo de R$ 6,35 bilhões. A companhia reportou EBITDA ajustado de R$ 6,70 bilhões entre outubro e dezembro, aumento de 8,1% na base anual.
Receita cresce e margem avança
A receita operacional líquida da Vivo somou R$ 15,61 bilhões no quarto trimestre, alta de 7,1% frente ao mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA alcançou 42,9%, com leve melhora na comparação anual.
No acumulado de 2025, a receita líquida atingiu R$ 59,59 bilhões, expansão de 6,7%. O desempenho reflete a evolução da base pós-paga, a ampliação da cobertura de fibra óptica e o avanço do 5G em diferentes regiões do país.
Ao final de dezembro, a operadora contabilizava 116,7 milhões de acessos, considerando serviços móveis e fixos. A estratégia tem sido concentrar esforços em clientes de maior valor e ampliar a oferta de soluções digitais, movimento que ajudou a sustentar os resultados ao longo do ano.
Medidas de capital acompanham divulgação dos números
Além do desempenho operacional, a Telefônica Brasil anunciou um novo programa de recompra de ações. O plano prevê a aquisição de até 42,9 milhões de papéis, com limite financeiro de R$ 1 bilhão, e vigência até fevereiro de 2027.
A empresa também informou que irá submeter aos acionistas proposta de redução de capital no valor de R$ 4 bilhões, a ser analisada em assembleia.
Com os resultados consolidados, a Vivo encerra 2025 combinando crescimento de receita, expansão operacional e iniciativas voltadas à gestão de capital, em um cenário de competição crescente no setor de telecomunicações.












