Reprodução/ChatGPT

Starlink prepara conexão direta de internet via satélite no celular no Brasil

Cristino Melo
4 min de leitura

A Starlink, operadora de internet por satélite de Elon Musk, prepara o lançamento de um serviço inédito no Brasil: a conexão direta de celulares via satélite, sem necessidade de roteadores ou antenas no solo. O pedido formal foi encaminhado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro, com previsão de início das operações em 2027, segundo apuração da coluna Broadcast do Estadão.

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A tecnologia, conhecida como direct to device (D2D), permitirá que smartphones acessem a internet diretamente por satélites em órbita. Para viabilizar o serviço no país, a Starlink precisará de autorização da Anatel para transferir a licença de uso da banda S (frequência de 2 GHz), adquirida da empresa americana Echostar em 2025. O processo ganhou urgência após o regulador brasileiro autorizar a concorrente AST Space Mobile a operar na mesma faixa.

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GIGANTE QUE CRESCE NO BRASIL

O Brasil já é o segundo maior mercado da Starlink no mundo, com mais de 1 milhão de clientes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Atualmente, o serviço funciona como uma banda larga fixa, exigindo o uso de roteadores para a conexão. A empresa agora mira o segmento de internet móvel, onde a disputa com as grandes operadoras tradicionais é cada vez mais acirrada.

Representantes da companhia de Musk têm viajado com frequência a Brasília nos últimos meses para tratar do assunto diretamente com a Anatel. A tecnologia D2D ainda é novidade global: pouco mais de uma dezena de países a utiliza, a maioria em fase experimental. A Starlink já oferece o serviço nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Chile.

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Starlink mobile celular / Starlink, internet, celular, Brasil
Reprodução/Gemini

NEGOCIAÇÕES COM FABRICANTES E OPERADORAS

Em paralelo ao processo regulatório, a Starlink avança em negociações comerciais estratégicas no Brasil. A empresa está em conversas com Apple, Samsung e Motorola para incentivar o lançamento de mais modelos de celulares compatíveis com a frequência de 2 GHz, hoje restrita a poucos aparelhos disponíveis no mercado nacional.

Também estão em andamento tratativas com as principais operadoras do país — Vivo, Claro e TIM. O objetivo é firmar parceria com uma ou mais delas para a comercialização dos planos D2D. Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, a Starlink se posiciona como um serviço complementar à internet móvel convencional, e não como concorrente direta das teles.

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NOVA GERAÇÃO DE SATÉLITES E PRAZO PARA 2027

Para que o serviço D2D se torne realidade no Brasil, a Starlink ainda precisará colocar em órbita uma nova geração de satélites. O lançamento está previsto para ocorrer entre o fim de 2026 e o início de 2027. Somente após essa etapa será possível iniciar as operações comerciais no país. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

A tecnologia tem potencial transformador especialmente para regiões remotas e de difícil acesso, onde as redes terrestres não chegam. Além disso, especialistas destacam o papel estratégico do D2D em situações de desastres naturais e emergências, quando a infraestrutura convencional de telecomunicações fica danificada ou inoperante — um ponto relevante para um país com a extensão territorial do Brasil.

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