
O banco norte-americano Citi, que também é uma empresa de serviços financeiros de abrangência global, rebaixou nesta semana sua recomendação para as ações da TIM, que passaram de “compra” para “neutra”.
A decisão ocorre após uma sequência de resultados positivos para a operadora, que acumula alta expressiva tanto no desempenho operacional quanto no valor de mercado nos últimos trimestres.
Segundo relatório divulgado aos investidores, os analistas do Citi consideram que boa parte da evolução financeira da TIM, especialmente após a incorporação de ativos da Oi Móvel, já está refletida nos preços atuais das ações.
O banco destaca que os fundamentos da empresa seguem sólidos, mas o espaço para novas surpresas positivas estaria mais restrito neste momento.
Valorização histórica e cenário competitivo
As ações da TIM registraram valorização acumulada de 64% ao longo de 2025, acompanhadas por um avanço de 6% apenas nos primeiros dias de janeiro deste ano.
Para o Citi, esse desempenho reflete não apenas o ganho de escala após a divisão da Oi Móvel, mas também os ganhos em eficiência e controle de custos operacionais.
O relatório observa ainda uma mudança no panorama competitivo do setor de telecomunicações brasileiro. A consolidação entre operadoras e a redução no número de players atuantes levaram a uma dinâmica de mercado mais estável, com foco em rentabilidade e menos pressão sobre preços.
Expectativas e riscos
Apesar da revisão, o Citi reitera que a TIM mantém fundamentos positivos, com crescimento consistente na base de clientes e avanço em tecnologias como o 5G.
Contudo, a avaliação é de que o atual patamar de mercado já considera essas variáveis, tornando o potencial de valorização mais limitado no curto prazo.
Analistas também apontam que o cenário macroeconômico brasileiro, embora mais estável do que nos anos anteriores, ainda pode influenciar o comportamento do consumidor e a velocidade de adoção de novos serviços, como o pós-pago premium e pacotes convergentes.
Outras visões no mercado
Enquanto o Citi adota postura mais cautelosa, outras instituições, como o J.P. Morgan, ainda enxergam espaço para crescimento adicional nas ações da TIM. A divergência reflete diferentes modelos de avaliação e expectativas sobre o ritmo de expansão da companhia.
Em comum, no entanto, os analistas parecem concordar que o setor vive um momento mais equilibrado, menos dependente de guerra de preços e mais voltado à rentabilidade sustentável, um cenário que, mesmo com recomendação neutra, favorece empresas com estrutura sólida como a TIM.




