
Na tarde de sexta-feira (16), um passageiro acabou retirado de um voo da Latam no Aeroporto de Brasília pela Polícia Federal após um conflito sobre o uso do modo avião no celular, motivado pela sua recusa em seguir as normas de segurança e pelo comportamento indisciplinado demonstrado perante a tripulação. O voo LA3782, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, teve sua decolagem interrompida quando o homem se negou a ativar a função e a mostrar o aparelho aos comissários de bordo.
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O conflito e a intervenção da Polícia Federal
Segundo relatos de passageiros ouvidos pelo portal g1, a confusão teve início quando uma comissária questionou o homem sobre a ativação do modo avião. O passageiro teria respondido de forma ríspida, afirmando que não colocaria o celular na função e que “nem se o avião caísse” o faria. Diante da resistência e da recusa em colaborar, a aeronave, que já realizava o procedimento de taxiamento para decolar, precisou retornar à baia de embarque para que a situação fosse resolvida pela equipe de solo e pelas autoridades.
Imagens gravadas por outros viajantes mostram o momento da negociação, onde funcionários da Latam tentaram, sem sucesso, convencer o passageiro a desembarcar voluntariamente. Com a permanência do impasse e a postura agressiva do indivíduo, que chegou a mencionar processos judiciais contra a empresa, a Polícia Federal foi acionada. A PF esclareceu que sua atuação seguiu o Código Brasileiro de Aeronáutica, retirando o passageiro para preservar a ordem e a segurança, agindo conforme a autoridade do comandante do voo.
Confira o vídeo:
Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular; veja discussão e ação da PF https://t.co/JXju6PdLpC #g1 pic.twitter.com/X8r5CEH4QQ
— g1 (@g1) January 17, 2026
Impactos operacionais e segurança técnica
A Latam informou, por meio de nota oficial, que solicitou o apoio policial devido ao comportamento indisciplinado e ressaltou que cumpre rigorosamente todos os padrões de segurança técnica. O impacto para os demais passageiros ocorreu de imediato: o voo, inicialmente previsto para as 17h45, só conseguiu decolar às 19h20, gerando um atraso de mais de uma hora e meia. A empresa reforçou que adota todas as medidas necessárias para garantir a integridade de todos os clientes e funcionários durante as operações.
Este incidente traz à tona um questionamento recorrente entre os usuários de tecnologia: afinal, por que as companhias insistem tanto no uso dessa função? Embora os sistemas de aviação modernos possuam proteções robustas, a emissão de sinais de rádio por dispositivos móveis pode, teoricamente, causar ruídos nas frequências de comunicação entre pilotos e torres de controle. Em um ambiente onde a precisão constitui um fator vital, qualquer potencial interferência acaba tratada como um risco desnecessário.
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A necessidade técnica do bloqueio de sinais
A obrigatoriedade de desligar as transmissões de rádio durante o voo visa proteger a navegação. Entenda os principais motivos técnicos que justificam essa norma global:
- Evitar interferência em frequências críticas: Celulares operando em frequências de rede móvel podem causar ruídos audíveis nos fones dos pilotos, dificultando a escuta de instruções da torre de controle.
- Prevenir sobrecarga em torres de solo: Em alta altitude, o celular tenta se conectar a várias torres simultaneamente com potência máxima, o que pode causar instabilidade nas redes de telecomunicações terrestres.
- Garantir a precisão de instrumentos sensíveis: Dispositivos antigos ou com defeito podem emitir ondas que interferem em altímetros e outros sensores eletrônicos essenciais para pousos e decolagens seguros.
- Padronização internacional de segurança: Como não é possível testar cada modelo de celular individualmente, a indústria adota o bloqueio total de sinais como medida preventiva universal para evitar acidentes.
Responsabilidades e normas de conduta
Além da questão técnica das telecomunicações, o cumprimento das ordens da tripulação constitui uma norma jurídica rigorosa. No Brasil, o comandante possui autoridade legal para decidir sobre a permanência de um passageiro a bordo. A recusa em seguir instruções simples, como ativar o modo avião, recebe a classificação de indisciplina. Esse comportamento não apenas compromete a logística da malha aérea nacional, mas também resulta em punições administrativas e possíveis impedimentos de novos voos pela companhia.
Após o desembarque forçado pela Polícia Federal, o passageiro foi levado para fora do aeroporto de Brasília. A PF destacou que decisões sobre reembolsos ou remarcações ficam sob responsabilidade exclusiva da companhia aérea, por serem questões contratuais. No caso em questão, a resistência do homem em cooperar com a segurança do voo invalidou sua permanência na aeronave. O episódio demonstra que o uso da tecnologia a bordo deve sempre respeitar as diretrizes de segurança vigentes.





