01/01/2026

4 tecnologias promissoras que “floparam” em 2025

Esses lançamentos ambiciosos não resistiram à realidade do mercado tech, pelo menos por hora.

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Imagem: Joel Angel Juarez/REUTERS/Reprodução

O ano de 2025 foi recheado de promessas no universo das tecnologias, com anúncios que, em um primeiro momento, pareciam sinalizar mudanças profundas no cotidiano digital. 

No entanto, nem tudo correu conforme o planejado. Alguns dos projetos mais aguardados por consumidores e analistas acabaram enfrentando obstáculos significativos, virando alvo de críticas e perdendo fôlego antes mesmo de decolar.

Entre os principais tropeços do setor, quatro iniciativas chamaram atenção: a nova assistente da Apple baseada em inteligência artificial, o robotáxi da Tesla, o Drex (moeda digital idealizada pelo Banco Central) e os smartphones ultrafinos lançados por gigantes como Samsung e Apple.

1. IA da Apple: promessa adiada mais uma vez

A Apple apostou alto em uma reformulação da Siri com recursos de inteligência artificial generativa. Mas os usuários da marca permanecem “na vontade”.

O lançamento era esperado inicialmente para 2024, foi empurrado para 2025 e, mais uma vez, acabou não acontecendo. Segundo a própria empresa, o desenvolvimento ainda passa por ajustes técnicos, o que jogou a estreia para 2026. 

Enquanto concorrentes como Google e OpenAI avançam com seus assistentes, a Apple lida com pressões internas e externas para entregar um produto competitivo.

2. Robotáxi da Tesla não saiu da fase de testes

Outro caso emblemático de fracasso tecnológico momentâneo foi o do robotáxi da Tesla, divulgado como a revolução do transporte autônomo. 

A empresa de Elon Musk chegou a projetar o início das operações para o final do ano, mas o serviço ficou limitado a testes controlados. O motivo? Alta incidência de colisões e entraves regulatórios que impediram a liberação do serviço em larga escala. 

Mesmo com supervisores humanos dentro dos veículos, os incidentes foram frequentes e colocaram em xeque a confiabilidade da tecnologia.

3. Drex: recuo estratégico do Banco Central

No Brasil, o Drex foi lançado como um projeto para modernizar as transações financeiras, funcionando como uma extensão digital do real. 

Mas, em vez de avançar, a moeda digital enfrentou questionamentos sobre segurança e privacidade, levando o Banco Central a suspender a iniciativa. 

Embora a possibilidade de um relançamento não esteja descartada, a proposta, pelo menos no formato atual, não convenceu o mercado nem os especialistas.

4. Smartphones ultrafinos enfrentam críticas e vendas abaixo do esperado

Já no setor de dispositivos móveis, o design superdimensionado dos smartphones deu lugar a modelos ultrafinos, como o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge. 

A aposta era atrair usuários interessados em aparelhos mais leves e elegantes, mas os resultados ficaram aquém do esperado.

Bateria com baixa duração, superaquecimento e fragilidade estrutural foram alguns dos principais pontos negativos destacados por consumidores. A recepção morna impactou as vendas e levantou dúvidas sobre a continuidade dessa linha em 2026.

Nem toda nova tecnologia é sinônimo de avanço imediato

Casos como esses mostram que o setor de tecnologias, apesar do dinamismo e do potencial de transformação, também é suscetível a falhas e recuos. 

Projetos mal planejados, limitações técnicas ou estratégias mal calibradas podem transformar grandes apostas em decepções, pelo menos no curto prazo.

Para o consumidor, fica a lição: inovação é essencial, mas maturidade tecnológica e confiança do mercado continuam sendo peças-chave para que promessas saiam do papel e impactem a vida real.

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