Governo de SP bloqueia acesso a aplicativos e streamings em escolas; veja quais

Cleane Lima
3 min de leitura

Nesta segunda-feira (05), a Secretaria da Educação do estado de São Paulo anunciou que a partir de hoje, o acesso a diversos aplicativos e plataformas de streamings, que não possuam fins educativos, serão bloqueados nas escolas estaduais. A medida é válida tanto para ambiente pedagógico (estudantes) quanto no administrativo (funcionários).

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De acordo com comunicado do governo, o objetivo da medida é otimizar o uso de infraestrutura tecnológica para o desenvolvimento pedagógico dos estudantes. “A Seduc-SP confirma que, a partir desta segunda-feira, o acesso a aplicativos e plataformas sem fins educativos será suspenso nas redes (cabeamento e Wi-Fi) das unidades escolares“, acrescenta em nota.

Os aplicativos e plataformas que serão bloqueados são:

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  • TikTok (app de vídeos)
  • Kwai (app de vídeos)
  • Facebook (rede social)
  • Instagram (rede social)
  • Globoplay (streaming)
  • Roblox (jogo)
  • Netflix (streaming)
  • Prime Video (streaming)
  • X/Twitter (rede social)
  • Twitch (streaming)
  • HBO Max (streaming)
  • Disney+ (streaming)
  • Steam (download de jogos e apps)

Além do acesso aos aplicativos, o uso de celulares em escolas tem sido amplamente discutido por educadores e especialistas ao redor do mundo. Alguns argumentam que se trata de uma ferramenta importante, e quando usada de forma moderada pode ajudar no processo de aprendizado. Outros acreditam que o uso dos aparelhos no ambiente escolar limita ou atrapalha a socialização dos estudantes, além de comprometer a atenção ao que os professores ensinam em sala de aula.

O que dizem as pesquisas

De acordo com um exame aplicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), quatro em cada dez (40,3%) estudantes disseram se dispersar quando veem outros colegas usando os aparelhos. Em escolas onde o uso do celular é proibido, os alunos são, de fato, menos propensos a relatar distração por causa desses dispositivos durante as aulas de matemática.

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Entretanto, mesmo afirmando que se trata de uma política útil, a OCDE diz que “são necessárias mais pesquisas para compreender plenamente a eficácia e o impacto de tais proibições”. Isto porque, a pesquisa apontou que mesmo em escolas onde o uso do aparelho é proibido, 30% dos estudantes relataram utilizar um smartphone várias vezes ao dia. Além disso, ainda mostrou que uso moderado dos aparelhos, seja para estudo ou lazer, apresentam notas maiores.

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