Em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério das Comunicações (MCom) lançou um edital onde destina aproximadamente R$ 50 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para conexão de Unidades Básicas de Saúde (UBS), os famosos “postinhos”.
Na iniciativa, serão contemplados 1.832 estabelecimentos em 800 cidades espalhadas pelos 26 estados e o Distrito Federal. O objetivo é instalar internet banda larga nesses locais.
Para tanto, o edital cita a contratação de empresas de telecom locais, que têm até o próximo dia 9 para manifestar interesse no serviço. As UBS escolhidas estão totalmente desconectadas na atualidade.
A destinação dos recursos e a execução do projeto
A verba de R$ 50 milhões do Fust não serve só para levar o cabo de rede até a porta do postinho. O edital prevê que as contratadas entreguem a estrutura completa de Wi-Fi interno e garantam velocidade mínima de 300 Mbps por unidade.
A ideia é fechar contratos de dois anos com as operadoras e provedores regionais que vencerem a disputa.
Aliás, são justamente os ISPs de pequeno e médio porte do interior que devem assumir o barco. Afinal, eles já possuem fibra óptica em regiões onde as gigantes do setor nem sequer chegam.
Para além de garantir estabilidade no tráfego de dados, o governo quer evitar que a internet caia no meio de uma consulta, por exemplo. Por isso, haverá punições financeiras para a empresa que não entregar a velocidade e a disponibilidade prometidas.
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Principais aplicações de uma iniciativa desse porte
Na prática, conectar uma UBS que hoje vive no escuro digital muda totalmente o atendimento básico.
Com a fibra funcionando, médicos e enfermeiros passam a atualizar o prontuário eletrônico do SUS na hora. Isso elimina a papelada e impede a perda de histórico do paciente.
Outro ganho direto está na telessaúde. O sinal rápido permite que um clínico geral da zona rural faça uma teleconsulta com um especialista de um grande centro em tempo real.
Na ponta do lápis, isso evita que o morador de uma comunidade isolada viaje horas de ônibus apenas para conseguir um simples laudo.
De quebra, a digitalização ajuda a estancar o desperdício de dinheiro público na gestão de insumos.
O controle de estoque de medicamentos e vacinas passa a ser feito em tempo real, impedindo que lotes inteiros vençam nas prateleiras por falta de acompanhamento.












