Divulgação/Amazon

Amazon prevê lançar banda larga Leo este ano e rivaliza com Starlink

Cristino Melo
5 min de leitura

A Amazon anunciou nesta quinta-feira (2) que pretende lançar ainda em 2026 o serviço inicial de sua rede de internet via satélite Leo, projeto que já desponta como principal concorrente da Starlink, da SpaceX. A confirmação veio depois que a companhia elevou para mais de 390 o número de satélites em órbita, marco considerado essencial para iniciar a operação comercial.

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O novo lote, com 29 satélites, decolou na manhã desta quinta-feira (2) da Flórida, nos Estados Unidos, a bordo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance. A missão elevou a constelação para 394 satélites ativos, de um total de 398 lançados desde abril de 2025, consolidando o avanço da Amazon rumo à cobertura global de internet a partir do espaço.

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COMO AVANÇA O PROJETO LEO

Segundo Chris Weber, executivo responsável pelo projeto Leo na Amazon, a companhia já reuniu lançamentos suficientes para começar a operar comercialmente neste ano, mesmo sem finalizar a elevação de todos os satélites até a altitude definitiva. A previsão é que a cobertura comece perto dos polos Norte e Sul, avançando aos poucos em direção à linha do Equador conforme novos satélites entrarem em órbita.

Ainda há muito trabalho pela frente, incluindo elevar todos esses novos satélites até sua altitude designada, mas já concluímos lançamentos suficientes para iniciar o serviço ainda neste ano, escreveu Chris Weber em publicação na rede social X.

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Amazon Leo Starlink internet satélite
Divulgação/Amazon

A Amazon ainda não revelou o preço do serviço nem a lista completa de países que serão atendidos primeiro, mas a expectativa é de expansão gradual conforme mais satélites entrarem em operação. No Brasil, a distribuição e a comercialização da internet via satélite Leo ficarão a cargo da Sky, enquanto a DirecTV assume o papel de parceira comercial na América Latina, ampliando o alcance do projeto fora dos Estados Unidos.

NÚMEROS DO PROJETO LEO

  • Satélites em órbita atualmente: 394, de um total de 398 lançados
  • Meta final da constelação: 3.236 satélites
  • Investimento previsto: cerca de US$ 10 bilhões
  • Prazo final para a constelação completa: 30 de julho de 2029
  • Parceiros no Brasil e na América Latina: Sky e DirecTV

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FOGUETES SÃO O PRINCIPAL ENTRAVE

O ritmo de lançamentos da Amazon Leo esbarra na disponibilidade de foguetes. O Atlas V, da ULA, tornou-se o principal veículo da rede, respondendo por 224 satélites colocados em órbita com sucesso em oito missões. Já o New Glenn, da Blue Origin, e o Vulcan, também da ULA, seguem impedidos de voar após problemas técnicos registrados nos últimos meses.

Um foguete New Glenn explodiu na plataforma de lançamento no mês passado, destruindo a torre e outros equipamentos, enquanto engenheiros investigam falhas na seção dos motores. O Vulcan, por sua vez, está parado desde fevereiro por causa de um problema na separação de um dos motores a combustível sólido, o que pode atrasar ainda mais a expansão da constelação.

Enquanto a Amazon soma centenas de satélites, a Starlink já ultrapassa a marca de 10 mil equipamentos em operação e milhões de assinantes ao redor do mundo, vantagem construída desde 2015. Para reduzir essa distância, a Amazon aposta em contratos bilionários de lançamento com ULA, Arianespace, Blue Origin e SpaceX, além de centenas de satélites já prontos aguardando embarque em Cabo Canaveral.

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