Conforme noticiou a agência de notícias Reuters, a Telecom Italia, dona da TIM Brasil, virou alvo de uma investigação da AGCM (Autorità Garante della Concorrenza e del Mercato), o órgão antitruste italiano.
O motivo dessa ação do “Cade da Itália” foi o acordo recente entre TIM e Fastweb, uma outra operadora italiana, que visa a expansão do 5G em áreas remotas do país.
Esse acordo foi assinado em janeiro e, pelo que foi exposto pelas operadoras, a ideia é “trocar roaming”, com uma empresa impulsionando a outra em regiões onde o sinal fica mais fraco.
Por que o antitruste agiu?
Acordos como o fechado entre TIM e Fastweb sempre são escrutinados por órgãos antitruste antes de serem oficialmente concluídos. No Brasil, isso acontece com frequência, como na recente aquisição da Desktop pela Claro.
No geral, aquisições de empresas por outras ou parcerias entre grandes players acendem o alerta de desequilíbrio da concorrência saudável. Ou seja, o antitruste de determinado país pode entender que aquela fusão vai arrebanhar um percentual grande demais do mercado, deixando a grande maioria dos usuários “reféns” de um mesmo grupo econômico.
Por esse motivo, antes de autorizar compras e parcerias, entidades como AGCM e Cade fazem uma análise longa de viabilidade, que também observa aspectos jurídicos e fiscais no processo.
Ainda segundo a Reuters, o antitruste italiano se propôs a analisar a parceria entre Telecom Italia e Fastweb até abril de 2027. Para determinar a viabilidade, a lei de concorrência da Itália servirá como parâmetro.
Nesse um ano e meio, a contar de janeiro de 2026, os moldes do acordo serão avaliados e, em se achando alguma irregularidade, impedido de se concretizar. Até lá, as empresas terão que adiar os planos da parceria.

Movimentações recentes da TIM
Ainda no contexto do mercado italiano de telecom, a TIM segue como alvo da Poste Italiane, os “Correios da Italia”, para uma possível aquisição. A movimentação também é avaliada por autoridades.
Inclusive, a operadora apresentou maus resultados no primeiro trimestre de 2026. Porém, as operações no Brasil impulsionaram a geração de caixa e estão “salvando” a companhia.
Por aqui, a TIM finalizou a aquisição da I-Systems por um total de R$ 947 milhões e fechou parceria com o PicPay para voltar a oferecer serviços financeiros.












